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Gol tem prejuízo de R$ 1,38 bilhão

Só no último trimestre de 2008, perda da companhia foi 105 vezes maior que a de igual período do ano anterior

Alexandre Inacio e Beth Moreira, O Estadao de S.Paulo

21 de março de 2009 | 00h00

A Gol Linhas Aéreas encerrou 2008 com um prejuízo líquido de R$ 1,386 bilhão, depois de ter registrado um lucro líquido de R$ 272,261 milhões no ano anterior, de acordo com balanço divulgado na madrugada de ontem.O saldo negativo foi puxado principalmente pelo desempenho do quarto trimestre do ano passado, que apresentou prejuízo líquido de R$ 687,062 milhões. O resultado é 105 vezes pior do que o registrado no mesmo período de 2007, quando o prejuízo da empresa foi de R$ 6,49 milhões.Os números são consolidados e seguem as Normas Internacionais de Contabilidade (padrão contábil IFRS, na sigla em inglês). O principal motivo para o resultado negativo, tanto no quarto trimestre quanto no acumulado do ano passado, foi o efeito negativo que a desvalorização cambial teve sobre os ativos da empresa. Outro setor atingido foram as dívidas em moedas estrangeiras, que tiveram crescimento diante da desvalorização do real.O resultado financeiro da companhia aérea representou despesas de R$ 700,59 milhões no quarto trimestre e de R$ 1,1 bilhão em todo o ano passado. Apenas com a variação cambial, a Gol teve uma perda de R$ 501,93 milhões nos três últimos meses do ano, depois de ter registrado receita de R$ 56,6 milhões no mesmo período de 2007. Diante desse desempenho, a empresa acumulou ao longo de 2008 perdas de R$ 757,52 milhões apenas em decorrência das oscilações do câmbio. As despesas com juros aumentaram de R$ 57,8 milhões no quarto trimestre de 2007 para R$ 90,5 milhões no mesmo período de 2008, devido, principalmente, ao aumento de empréstimos e financiamentos.Já a receita financeira da Gol diminuiu R$ 64,1 milhões em virtude do menor volume de caixa e aplicações financeiras em relação ao mesmo período do ano passado, além de ajustes na classificação de ganhos de operações de hedge. As outras despesas financeiras atingiram R$ 114,1 milhões, ante R$ 24,8 milhões registrados no quatro trimestre do ano anterior, devido principalmente à despesa financeira de hedge de combustível e dólar no valor de R$ 112,1 milhões. ANO DIFÍCILNa última terça-feira, durante participação no Fórum Panrotas - Tendências do Turismo 2009, o presidente da Gol, Constantino de Oliveira Júnior, afirmou que 2009 será um ano difícil para as companhias aéreas.Disse ainda que as companhias aéreas deverão oferecer passagens mais baratas este ano para atrair clientes, o que também deve afetar os resultados das empresas.Segundo o executivo, será difícil fechar as contas, uma vez que a programação de investimentos de encomendas de aviões é feita com antecedência e dificilmente podem ser canceladas por conta da mudança de cenário da economia. Segundo o executivo, a previsão inicial da empresa era de crescimento de 6% na demanda doméstica em 2009. Ele ressaltou, no entanto, que a projeção foi feita em um momento em que a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro era muito maior do que a atual."A economia tem variado de maneira muito intensa", disse Constantino. De acordo com ele, a Gol programa encerrar 2009 com 108 aeronaves, ante as 104 mantidas atualmente.

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