Fabio Motta/stadão
Fabio Motta/stadão

Gol tem prejuízo, mas melhora resultado operacional

Desempenho foi bem recebido pelo mercado e fez os papéis da companhia aérea fecharem o dia com alta de 6,29%

Luciana Dyniewicz, O Estado de S.Paulo

09 Agosto 2017 | 23h08

Apesar de ter registrado um prejuízo líquido de R$ 406,3 milhões no segundo trimestre de 2017, revertendo o lucro de R$ 309,5 milhões no mesmo período do ano passado, a Gol apresentou melhoras em seu resultado operacional. Esse desempenho foi bem recebido pelo mercado e fez os papéis da companhia aérea fecharem o dia com alta de 6,29%.

A geração de caixa operacional em R$ 504 milhões e o lucro operacional (que exclui despesas financeiras) em R$ 25,4 milhões se destacaram entre os indicadores. No segundo trimestre do ano passado, eles haviam ficado em R$ 103,1 milhões negativos e R$ 171,4 milhões negativos, respectivamente. Segundo analistas, a melhora nesses números indica que a estratégia de redução de oferta adotada pela empresa tem tido sucesso – só neste ano, a Gol diminuiu sua frota de 121 para 115 aeronaves.

“No atual contexto, o resultado veio bom. Os investidores estavam preocupados com o equilíbrio de caixa”, disse o especialista no setor aéreo André Castellini, sócio da consultoria Bain & Company.

“A Gol tem mostrado sucesso na condução de sua estratégia de reduzir a oferta, que, combinada com as políticas de receitas, levaram a um crescimento nas margens e na confiança do mercado sobre a empresa”, escreveu o analista Renato Hallgren, do BB Investimentos, em relatório. Também em relatório, Renato Mimica e Samuel Alves, do BTG Pactual, classificaram o resultado da empresa como “sólido”, apesar da “sazonalidade desfavorável” – o segundo trimestre costuma ser o pior do ano para o setor aéreo.

Perdas. A companhia atribuiu seu prejuízo líquido ao efeito negativo do câmbio. Em teleconferência com analistas, o presidente da Gol, Paulo Kakinoff, explicou que, no segundo trimestre do ano passado, a empresa tinha tido ganhos extras ao se beneficiar do câmbio – tendência que, agora, foi revertida. Apesar do prejuízo registrado entre abril e junho, a Gol ainda espera terminar 2017 com lucro líquido, frisou Kakinoff.

No acumulado do primeiro semestre, o prejuízo líquido alcançou R$ 173,6 milhões, ante lucro de R$ 1,1 bilhão em igual intervalo de 2016.

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