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Goldfajn deixa gestão de fundos

Ex-diretor do BC acerta saída da Ciano para se dedicar a consultoria econômica de mesmo nome

Mariana Segala, O Estadao de S.Paulo

15 de novembro de 2008 | 00h00

O ex-diretor de Política Econômica do Banco Central (BC) Ilan Goldfajn está trocando a função de gestor de fundos de investimentos pela de consultor. Em uma assembléia na segunda-feira, ele anunciou a saída da gestora Ciano Investimentos aos integrantes da empresa e aos cotistas do fundo gerido pela gestora, o Ciano 60 Hedge Fundo de Investimento Multimercado. Ele deixa na empresa um saldo de rentabilidades positivas, mas longe de serem brilhantes. Neste ano, o fundo rendeu 6,30% (até o dia 12), ante uma taxa do Certificado de Depósito Interbancário (CDI) de 10,49%. No ano passado, o retorno foi de 8,97%, ante um CDI de 11,82%. O fundo, que alcançou patrimônio de quase R$ 400 milhões em outubro do ano passado, tem hoje apenas R$ 10,6 milhões, com 19 cotistas.Só no dia 12, última quarta-feira, foram sacados R$ 196,4 milhões do fundo, que, até então, contava com patrimônio de R$ 206,9 milhões, de acordo com os dados do site financeiro Fortuna. "Há recursos meus nesse montante, mas uma parcela pequena", diz Goldfajn, sem revelar sua participação.Com a saída de Goldfajn, a Ciano abriu uma janela de resgates para os investidores. Do dia 12 até o dia 21 deste mês, os cotistas poderão sacar os recursos sem carência e sem multa. Originalmente, a carência do Ciano 60 Hedge é de 60 dias - ou seja, o investidor só recebia o dinheiro dois meses depois de solicitar o saque. Se quisesse liquidez imediata, estava sujeito a uma multa de 10%. O ex-diretor do BC agora se dedica a montar uma nova empresa, a Ciano Consultoria. "A papelada está andando", diz. A empresa prestará serviços inclusive para a gestora de fundos, que, no lugar de Goldfajn, passará a ter o sócio Marcelo Muniz de Souza Simas como diretor responsável pela gestão. "Foram dois anos frutíferos, mas achamos que agora é melhor seguir caminhos separados, cada um na sua área de expertise", afirma Goldfajn.ESTRELAS Outros fundos geridos por pessoas que passaram pelo governo também registraram saques enormes nos últimos meses. O Mauá FI Multimercado, da gestora Mauá, do ex-diretor do BC Luiz Fernando Figueiredo, chegou a ter patrimônio de mais de R$ 1,76 bilhão em novembro do ano passado. Hoje tem R$ 145 milhões. O Quest 30 FI Multimercado, da Quest, do ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros, cujo patrimônio chegava a R$ 1,84 bilhão em novembro de 2007, hoje tem R$ 160 milhões.

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