LUCAS JACKSON/REUTERS
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Goldman Sachs corta projeção de crescimento do PIB dos EUA

Com a paralisação da máquina pública americana, o banco acredita em uma expansão anualizada de 1,7% no 1º trimestre deste ano

Victor Rezende, O Estado de S.Paulo

28 de janeiro de 2019 | 16h43

A maior paralisação da máquina pública americana promoveu um corte nas estimativas do Goldman Sachs para o crescimento econômico nos Estados Unidos. O banco, agora, acredita em uma expansão anualizada de 1,7% entre janeiro e março deste ano na comparação com o quarto trimestre de 2018.

Antes, o Goldman previa avanço de 1,9%. O resultado perdido nos primeiros três meses do ano, porém, serão revertidos no segundo trimestre, quando o banco projeta crescimento anualizado de 2,4% ante 2,2% estimados anteriormente.

"Apesar desse encolhimento temporário, ainda esperamos um crescimento resiliente no início de 2019", escreveu, em nota a clientes, o economista sênior do Goldman Spencer Hill. De acordo com ele, o sentimento do consumidor tende a se recuperar após grandes paralisações e outras interrupções fiscais, "e um forte momento no mercado de trabalho e uma alta taxa de poupança pessoal reforçam as perspectivas de consumo". Além disso, Hill apontou que os gastos com cartões de crédito e receitas corporativas sugerem um sólido crescimento.

Para o Goldman Sachs, a pausa de três semanas e novas negociações sobre a questão imigratória devem gerar um acordo para aumentar a segurança na fronteira dos EUA, sem financiar explicitamente um muro fronteiriço. "Acreditamos que há uma chance de 25% de que os congressistas não consigam chegar a um acordo ou que o presidente Donald Trump o vete, fazendo com que um novo 'shutdown' ocorra após 15 de fevereiro", disse Hill.

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