Goldman Sachs tem queda de 72% no lucro do 1o tri

O Goldman Sachs teve queda de 72 por cento no lucro trimestral com redução na receita com negociações para clientes, e o banco alertou que tem poucas oportunidades de fazer dinheiro no ambiente atual.

LAUREN LACA, REUTERS

20 de abril de 2011 | 15h00

Apesar disso, o resultado do primeiro trimestre veio mais forte do que muitos analistas estavam esperando. Mas, com o Goldman mostrando cautela sobre o futuro de seus lucros, as ações da instituição financeira apresentavam desvalorização.

O maior banco de investimentos dos Estados Unidos teve receita total 7 por cento menor no primeiro trimestre. O faturamento com negociações para clientes, importante para o lucro, caiu 22 por cento.

O Goldman enfrenta pressão de reguladores para muitos de seus principais negócios. A reforma das leis financeiras dos EUA limita a habilidade dos bancos de negociarem por conta própria, o que deve afetar a lucratividade do Goldman com corretagem. A pressão regulatória para que muitos tipos de negociação de derivativos migrem para plataformas de bolsas também ameaça o futuro dos lucros.

Quando o banco divulgou lucro 53 por cento menor para o quarto trimestre e falou sobre como o volume de negociação para clientes em dezembro estava fraco, muitos investidores temeram que o Goldman teria problemas reais de lucratividade no futuro.

Nesta terça-feira, o banco disse que a receita com negociação para clientes subiu 83 por cento no primeiro trimestre contra o quarto trimestre, apesar da queda na comparação anual.

Mas em teleconferência com investidores e analistas, executivos do banco ressaltaram as dificuldades com o futuro.

Os clientes do Goldman ainda estão cautelosos, dada a situação econômica e regulatória, e o banco ainda vê um clima incerto, disse o vice-presidente financeiro da instituição, David Viniar.

O banco teve lucro atribuível às ações ordinárias de 908 milhões de dólares, ou 1,56 dólar por ação. Analistas esperavam, em média, 0,82 dólar por ação, de acordo com a Thomson Reuters I/B/E/S.

O Goldman recomprou no trimestre 5 bilhões de dólares em ações preferenciais da Berkshire Hathaway, do bilionário Warren Buffett, resultando em encargo especial de 1,64 bilhão de dólares.

Excluindo o efeito desse encargo, o lucro do banco foi de 4,38 dólares por ação. Um ano antes, o Goldman reportou lucro de 3,3 bilhões de dólares, ou 5,59 dólares por ação.

A receita com renda fixa, câmbio e commodities recuou 28 por cento. No ano passado, os resultados nessas atividades foram especialmente fortes.

O Goldman separou 5,23 bilhões de dólares para compensação de empregados no trimestre, queda de 5 por cento contra um ano antes.

As ações do banco caíam 1,5 por cento por volta das 12h30 (horário de Brasília) na Bolsa de Valores de Nova York.

(Reportagem adicional de Angela Moon)

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