Goldman Sachs vê petróleo a US$200 o barril em dois anos

Segundo o banco de investimentos, crise de energia pode estar atingindo o seu ponto culminante

REUTERS

06 de maio de 2008 | 12h12

O petróleo pode atingir 200 dólares o barril dentro dos próximos dois anos como parte de um "superpico" impulsionado pelo fraco crescimento na oferta do produto, avaliou o banco de investimentos Goldman Sachs em nota. "Acreditamos que a atual crise de energia pode estar atingindo o ponto culminante, já que uma falta de crescimento adequado da oferta está se tornando aparente", informou o Goldman em nota, disponibilizada para a Reuters na terça-feira. O petróleo nos EUA atingiu novo recorde de 122 dólares o barril na terça-feira, influenciado em parte pela nota do banco, dando continuidade ao avanço que fez os preços dobrarem nos últimos 12 meses. "A possibilidade de 150-200 dólares o barril parece cada vez mais provável nos próximos 6 a 24 meses, apesar de uma previsão sobre o pico máximo dos preços do petróleo e a duração restante do ciclo de alta ser uma grande incerteza", disse o Goldman. O Goldman, um dos primeiros a falar sobre um preço de três dígitos do petróleo há mais de dois anos, afirmou que o mercado está se aproximando do ponto culminante do "superpico". A teoria do "superpico" argumenta que uma falta de crescimento adequado da oferta junto com o crescimento da demanda sem ligação com o preço em países de fora da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) levará a um aumento forte e contínuo nos preços do petróleo, o que causará no fim uma forte correção da demanda. Analistas do Goldman disseram que os condutores básicos do aumento dos preços do petróleo continuam fortes, destacando o fraco crescimento na oferta de fora da Opep, a baixa capacidade de reserva da Opep, a restrição a investimento estrangeiro em importantes países produtores e o saudável crescimento da demanda em economias não pertencentes à OCDE. "Na nossa opinião, um aumento gradual dos preços deve durar mais do que um pico repentino", disse a nota, escrita pelo analista Arjun Murti.

Tudo o que sabemos sobre:
PETROLEOGOLDMANPREVISAO

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.