Goldman Sachs volta ao lucro no 4o tri e reduz bônus

O Goldman Sachs mudou drasticamente sua política de compensações a executivos no final do ano, sem separar nada para essa finalidade no quarto trimestre. Em vez disso, doou 500 milhões de dólares em caridade no período.

STEVE EDER,

21 Janeiro 2010 | 15h21

A iniciativa ajudou o banco norte-americano a registrar lucro líquido de 4,95 bilhões de dólares no quarto trimestre, acima do esperado pelo mercado.

E também representou uma resposta do Goldman às críticas que desaprovavam o banco por separar muito dinheiro para bônus a executivos tão cedo após o resgate dos contribuintes norte-americanos para a indústria bancária durante a crise financeira.

Um protesto contra os excessos de bônus a executivos de Wall Street está planejado para esta quinta-feira na frente da sede do Goldman Sachs, em Nova York.

Para 2009, o banco separou 36 por cento da receita líquida para compensações, um recorde de baixa. Os pagamentos totalizaram 16,19 bilhões de dólares.

"O baixo índice de compensação é uma resposta às pressões políticas", disse Matt McCormick, gestor de portfólio na Bahl & Gaynor Investment Counsel, em Cincinnati. "O Goldman Sachs agora não é uma história financeira ou bancária, é uma história política."

O banco contabilizou compensação negativa no quarto trimestre devido à doação feita ao Goldman Sachs Gives, braço de caridade do grupo.

A compensação total em 2009 foi inferior ao recorde de 20,2 bilhões de dólares pagos em 2007, e muito menos do que se esperava que a empresa pagasse por estar apresentando fortes resultados neste ano.

O lucro do Goldman no quarto trimestre de 8,20 dólares por ação superou em três dólares a média das estimativas de analistas. No último trimestre de 2008, o banco teve um prejuízo de 2,12 bilhões de dólares, ou 4,97 dólar por ação.

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