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E-Investidor: qual o melhor investimento para 2020?

Gôndolas dos mercados já espelham o movimento

O consumidor está correndo atrás de preço com medo da crise e os canais de varejo não deixam por menos: ocupam o espaço das marcas premium, pertencentes a grandes companhias, por outras de marcas de menor preço. No exterior, em especial na Espanha, a quinta maior rede de supermercados do país, o Mercadona - com mais de 1,2 mil lojas -, radicalizou sua ação e retirou das gôndolas cerca de 900 produtos de marca entre os mais de 9 mil itens que comercializa. Todos eram de marcas consagradas, como Nestlé e Sara Lee."O Mercadona trocou por produtos de marcas próprias com preço, em média, 23% mais baixo que o dos grandes fabricantes", diz Rui Amaral, consultor de marketing e diretor da Produto do Ano Brasil. A gravidade desse cenário, na opinião do consultor, deve ser medida pelo risco de comprometimento da qualidade dos produtos no futuro. "A ambição de barateamento pode desencadear um enorme prejuízo também para os consumidores, já que os investimentos em inovação e desenvolvimento de novos produtos são os donos das marcas premium."No Brasil, o consultor lembra que o crescimento das marcas próprias foi de 40% em 2008 e já responde por uma fatia de quase 12% do total das vende dos grandes varejistas. "O segmento deve avançar este ano e atingir 18%", diz. Mais do que o avanço das marcas próprias de baixo custo, o que a indústria teme é o avanço das chamadas marcas talebans: baratas e sem qualidade.

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