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Google fará testes no País no primeiro semestre de 2014

Balões liberados na Nova Zelândia devem passar pelo Brasil; governo pediu testes para avaliar possibilidade de parceria

Murilo Roncolato, O Estado de S.Paulo

14 de outubro de 2013 | 02h08

A Google X é a divisão da empresa americana dedicada a projetos inovadores, como o Google Glass e o Project Loon. Foi justamente deste último que o porta-voz Mohammad Gawdat veio tratar com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. A proposta é audaciosa: conectar o mundo inteiro por meio de balões, que viajam através de correntes de ar a 20 quilômetros do solo, na estratosfera.

O Loon se tornou público em junho, quando a empresa deu início a uma bateria de testes na Nova Zelândia, disparando 30 balões só na primeira semana e observando seu comportamento. Os balões são equipados para emitir sinal Wi-Fi a ser recebido por receptores especiais - pequenas antenas que podem ser instaladas no exterior das residências.

A ideia central é espalhar os balões e deixá-los vagando pela atmosfera em correntes de ar que os carreguem por todos os continentes. A empresa veio ao Brasil não só por se tratar de um país imenso, com regiões desconectadas e de difícil acesso, mas também por ser um dos países por onde esses balões inicialmente passarão a partir da Nova Zelândia. Chile, Argentina, Uruguai e África do Sul também estão na lista. A ideia é apresentar o trabalho antes e colher as impressões de cada país depois.

Segundo o ministro, a reunião "foi boa". "Pedi para fazerem um piloto para testarmos no ano que vem, de preferência no primeiro semestre."

Bernardo destacou o secretário Maximiliano Martinhão, das Telecomunicações, e Caio Bonilha, da Telebrás, para formar uma equipe de trabalho com o Google.

Sobre a possibilidade de o Google disputar uma chamada do governo para uma eventual "política de balões" em 2015, o ministro não se diz crente.

"São projetos diferentes. Vamos testar o funcionamento com os pilotos. Se funcionarem, estudaremos autorizar a operação deles ou acertar uma parceria. Depende do modelo que adotarmos."

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