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Gordon Brown defende estímulo fiscal 'substancial'

Primeiro-ministro adirma que uma das metas do Orçamento é aumentar a confiança do consumidor

AE, Agencia Estado

23 de novembro de 2008 | 11h57

O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Gordon Brown, disse neste domingo, 23,  que o relatório preparatório para a elaboração do Orçamento para 2009 que será divulgado nesta segunda-feira precisa trazer um estímulo fiscal "substancial" para a economia, direcionado para estimular os gastos dos consumidores. "Todo mundo geralmente concorda que o estímulo fiscal (...) precisa ser substancial para ter um impacto", disse Brown durante entrevista para a BBC.O primeiro-ministro refutou a acusação da oposição de que cortes de impostos sem fundamentos podem pôr em risco a sustentabilidade de longo prazo das finanças públicas e causar uma disparada da moeda. "Eu não vejo isso como uma aposta", declarou Brown. Ele apontou que, com a inflação sob pressão de baixa no momento, um estímulo fiscal não faria com que a "inflação se tornasse um problema".O primeiro-ministro não revelou detalhes do relatório preparatório para a elaboração do Orçamento para 2009, que será apresentado pelo ministro das Finanças do Reino Unido, Alistair Darling, às 12h30 (de Brasília). A expectativa é de que o governo apresente um estímulo para a economia de pelo menos 1% do Produto Interno Bruto (PIB), o que representa cerca de 15 bilhões de libras esterlinas, ou US$ 22,3 bilhões.Questionado sobre os rumores de que o ministro das Finanças estaria considerando cortar a taxa indireta do Imposto sobre o Valor Agregado (IVA) de 17,5% para 15%, Brown disse apenas que uma das metas do Orçamento é aumentar a confiança. "Quando você age sobre os gastos dos consumidores, isso está relacionado a confiança", destacou.Brown explicou que Darling vai usar o relatório preparatório para estabelecer claramente como o governo vai colocar as finanças públicas em condições sólidas. Segundo ele, o ministro vai "mostrar às pessoas como, no longo prazo, nós temos um plano para sustentabilidade fiscal". As informações são da Dow Jones.

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