Governador argentino denuncia ajuda do governo a banco

O governador da província de Santa Cruz, Néstor Kirchner, afirmou que ?o governo entregou US$ 500 milhões a um banco privado de primeira linha para que continue funcionando?. O governador disse que o dinheiro foi concedido ao banco há 48 horas. O peronista Kirchner, do mesmo partido do presidente Eduardo Duhalde, o PJ (Partido Justicialista), acusou o governo de manter a mesma política de presidentes anteriores de ?salvar os bancos?. Ele pediu ao presidente que faça um governo de ?resposta nacional? e não de ?salvação setorial?. O governador afirmou que, ?se não vamos ao fundo, não veremos realmente como os bancos emprestaram o dinheiro da população às pessoas vinculadas à esses bancos e como este dinheiro saiu do país?, acusou. Ele criticou a falta de investigação sobre a fuga de capitais e a postura de Duhalde em não ?abrir o jogo e explicar à população o que os bancos fizeram com o dinheiro do povo? . Para o governador, ?se não se explica nada, as pessoas ficam sem nenhum direito e isso é uma bofetada na justiça e na própria perspectiva argentina?. Em entrevista ao La Nación Line e à uma rádio portenha, Néstor Kirchner insistiu em que os bancos ?sejam intimados a devolver o dinheiro à população, porque não podem continuar funcionando com absoluta impunidade?. Para concluir , ele disse que ?se tem que cair um banco, que caia?. Néstor Kirchner foi candidato à presidência no período que antecedeu a escolha de Eduardo Duhalde para o mandato tampão de dois anos, no qual o PJ ainda estava decidindo se convocava eleições diretas ou não.Leia o especial

Agencia Estado,

11 de janeiro de 2002 | 18h50

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