Governador do MS promete rigor no combate à aftosa

O governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), afirmou que quem importar gado doente "vai parar na cadeia", ao tomar conhecimento de que a Bolívia não sacrificará o rebanho bovino contagiado pela febre aftosa, em Santa Cruz de La Sierra, a 680 quilômetros da fronteira com o MS. "Não estamos de brincadeira e todos, indistintamente, terão que cumprir as normas. Vou pôr na cadeia o ´bandido´ que importar gado e trazê-lo para nosso Estado."Ele adiantou que na próxima quarta-feira, 7, anunciará uma série de medidas para proteger o rebanho bovino do Estado, durante reunião com todos os segmentos da pecuária local. "Eu não permito essa indústria da aftosa no meu governo. Ela vai falir, porque haverá ações rigorosas, inclusive com a mobilização de força policial para garantir a vacinação do gado e coibir a desobediência. As ações serão desenvolvidas sem alarde e nem holofotes. Quem quiser holofotes vai ser responsabilizado"."Mas já é sabido que é proibido o transporte ilegal de gado. Pois agora, vai haver multa, apreensão do caminhão, quarentena para a carga apreendida e ainda estudamos a apropriação por parte do Estado de toda a carga, que será leiloada posteriormente. Vamos unir prefeitos, vereadores, sindicatos rurais e produtores e o governo como um todo para banir do Estado esta doença."Na sexta-feira passada, Puccineli escolheu como palco de suas afirmações a cidade de Eldorado, extremo sul do Estado, na divisa com o Paraguai, onde foi identificado o primeiro foco da doença que resultou na descoberta da aftosa em outros cinco municípios vizinhos no final de 2005, e deu grandes prejuízos para o Estado. Na região, os municípios afetados pelas medidas saneadoras assumiram estado de emergência.O governador explicou que existe uma norma que prevê o período de um ano e meio de paralisação das exportações para os países que rejeitam o sacrifício dos animais portadores de aftosa. No caso da Bolívia, cujo rebanho bovino corresponde a no máximo 3% do total brasileiro, a opção é pela vacinação antiaftosa ao redor dos focos identificados, onde vivem pouco mais de 40 mil cabeças, sacrificando apenas menos de uma centena de animais doentes.

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