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Governadores contestam declaração de Wellington Dias

SP, ES, PA e PR negam que tenham atrasado salários desde 2015, como informou o governador do Piauí

O Estado de S.Paulo

06 de outubro de 2016 | 23h12

BRASÍLIA - Os governos de São Paulo, Espírito Santo, Paraná e Pará confrontaram a informação do governador do Piauí, Wellington Dias, de que 20 Estados já atrasaram pagamentos de servidores desde 2015 e outros 7 correm o risco de enfrentar o mesmo problema.

Esses Estados não foram listados por Dias entre aqueles que mantiveram os pagamentos dos servidores em dia desde 2015. Segundo o governador do Piauí, só o Estado dele e Alagoas, Maranhão, Ceará, Bahia, Acre e Santa Catarina tinham conseguido o feito. Nesta quinta-feira, 6, Dias foi procurado pela reportagem para explicar a metodologia do levantamento, feito pelo Fórum dos Governadores, mas não deu mais detalhes. Em mensagem, ele rebateu por escrito apenas a questão do Paraná. Disse que houve atrasos de salários em 2015, o que motivou embates com a assembleia estadual e greves. Depois disso, o Estado adotou uma série de medidas e regularizou os pagamentos.

Em nota, o governo do Paraná informou que está com o pagamento dos servidores em dia, incluindo o 13.º salário. Sobre a citação do governador do Piauí de que o Paraná está na fila de empréstimos do Tesouro Nacional, com outros dez Estados, a administração paranaense afirmou que os recursos são para investimentos. Os governadores têm lutado pelos empréstimos para conseguir alavancar investimentos e liberar o montante de recursos próprios para o pagamento de despesas correntes, incluindo salários.

Os Estados pedem R$ 7 bilhões em crédito à União, mas a secretária do Tesouro, Ana Paula Vescovi, disse que é preciso organizar a fila de pedidos para que todos sejam contemplados de alguma maneira.

Em nota, as secretarias de Fazenda de São Paulo, Espírito Santo e Pará também afirmaram que não atrasaram os salários dos funcionários e que o levantamento divulgado por Dias é falho. “O salário do servidor é sagrado”, afirmou a secretária de administração do Pará, Alice Viana. Segundo ela, o Estado desenvolve desde 2011 controle rigoroso das despesas para evitar atrasos nos pagamentos.

O governo do Espírito Santo afirmou que está com as contas em dia. Segundo a administração capixaba, por conta de estudos internos que apontavam a vinda da crise, iniciou seu ajuste fiscal em janeiro de 2015, tomando algumas medidas como redução de gastos com custeio e pessoal, revisão de contratos, entre outros, com o objetivo de reduzir despesas. “Mesmo com as receitas em queda, o governo do Estado realizou, e tem mantido, seu ajuste fiscal sem transferir os custos para a sociedade, não aumentando impostos”, afirmou, em nota.

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