Governadores elogiam programa de concessões e repasses

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, elogiou o programa de investimentos em logística anunciado nesta quarta-feira pelo governo federal. Ele fez a declaração diretamente ao ministro da Fazenda, Guido Mantega. "São grandes projetos de concessões. Isso terá impacto na economia", afirmou, durante reunião que contou com a presença de outros governadores. "Isso é emprego na veia; queria cumprimentá-lo", acrescentou.

EDUARDO CUCOLO, CÉLIA FROUFE E RENATA VERÍSSIMO, Agencia Estado

16 de agosto de 2012 | 13h48

O governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, também elogiou o ministro pela celeridade de repasse de financiamento para investimento pelos Estados. "A rapidez nos dá uma segurança muito grande, e isso contamina positivamente, além de colaborar no enfrentamento da crise", avaliou. "Saímos com um ritmo mais acelerado para investir e mais motivados para enfrentar a crise", acrescentou.

Após a assinatura dos contratos, o governador de Sergipe, Marcelo Déda, brincou com o ministro, afirmando que agora estava preparado para investir. "Com o cartão de crédito nas mãos, vamos para as compras", brincou. O ministro Mantega disse a todos os governadores que fizessem bons investimentos com o novo espaço fiscal.

PPP

O governador da Bahia, Jaques Wagner, pediu ao ministro que ajude os Estados a fazer deslanchar as Parcerias Público-Privadas (PPPs). Segundo o governador, a Bahia enfrenta dificuldades com as obras do estádio para a Copa do Mundo porque há uma incompreensão dos órgãos de controle que não entendem que uma PPP não é obra pública.

Segundo Wagner, os órgãos de controle estão fazendo "exigências absurdas" que impedem que as obras avancem. O governador disse que essa mesma dificuldade está sendo enfrentada no projeto do metrô de Salvador. "Como vivemos na república da desconfiança, há uma corrida de obstáculos para enfrentar uma obra, o que é insuportável", desabafou.

Mantega disse que por se tratar de uma nova modalidade, talvez não se tenha mesmo um entendimento de que o investimento é privado, embora a obra, no futuro, volte para o Estado. "Portanto não faz sentido que a obra seja fiscalizada e administrada como uma obra pública", afirmou Mantega.

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