Governo abaterá R$ 25,6 bilhões da meta do superávit em 2012

Com isso, a meta cheia que era de R$ 139,8 bilhões não será cumprida, conforme havia antecipado o ministro da Fazenda, Guido Mantega 

Renata Veríssimo e Adriana Fernandes, da Agência Estado,

20 de novembro de 2012 | 20h03

O governo federal está prevendo um abatimento de R$ 25,6 bilhões da meta de superávit fiscal de 2012. O valor foi incluído no relatório de revisão bimestral do Orçamento deste ano, divulgado nesta terça-feira pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Com isso, a meta cheia que era de R$ 139,8 bilhões não será cumprida conforme já antecipou o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

O abatimento significa que o governo irá excluir este valor das despesas os investimentos feitos dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Minha Casa e Minha Vida. Esse é o mesmo valor previsto na Lei Orçamentária para 2012. O abatimento se tornou necessário porque houve uma frustração de receitas este ano.

O governo reduziu novamente a previsão para a arrecadação de tributos administrados pela Receita Federal, que deve ficar R$ 8,862 bilhões abaixo da estimativa feita há dois meses. Com isso, a previsão de arrecadação já está R$ 43,862 bilhões abaixo do estimado no primeiro decreto de reprogramação orçamentária divulgado no início do ano.

Já a projeção de despesas obrigatórias este ano foi elevada em R$ 16,473 bilhões. A maior elevação ocorreu na previsão de pagamento de benefícios da Previdência, que cresceu em R$ 10,124 bilhões. A estimativa com gastos com pessoal também foi elevada em R$ 2,162 bilhões em relação ao último relatório, divulgado em setembro.

A previsão de déficit da Previdência Social para 2012 subiu em R$ 6,620 bilhões, o que significa que o rombo projetado nas contas deste ano é de R$ 39,878 bilhões. 

Relatório mantém previsão do PIB em 2%

O governo manteve em 2% a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano. A projeção é usada como parâmetro para a avaliação das contas do governo.

A projeção de 2% do relatório é mais otimista do que a alta de 1,52% do PIB projetada pelos analistas do mercado financeiro na pesquisa Focus do Banco Central. O BC também tem um projeção mais baixa para o crescimento da economia, de 1,6%, que foi divulgada no final de setembro, no relatório trimestral de inflação. No início do ano, o governo esperava um expansão do PIB de 4,5% este ano.

Pelos parâmetros do relatório bimestral, o IPCA deverá fechar o ano com alta de 5,20%. No relatório anterior, a projeção era de alta de 4,70% da inflação em 2012. A nova estimativa para a inflação no ano é mais otimista do que os 5,45% projetados pela analistas na ultima pesquisa Focus. O BC projetou no relatório de inflação de setembro uma alta de 5,2% do IPCA em 2012, nos cenários de referência e de mercado.

Para a taxa de câmbio média em 2012, a nova reprogramação orçamentária prevê um valor de R$ 1,96 ante R$ 1,95. A projeção de expansão da massa salarial ficou subiu de R$ 12,51% para 13,23%.

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