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Governo acelera investimentos e reduz superávit em 43,4%

Saldo das contas do Tesouro, INSS e BC fecha agosto em R$ 3,55 bilhões

Adriana Fernandes e Renata Veríssimo, O Estadao de S.Paulo

26 de setembro de 2007 | 00h00

O governo acelerou em agosto as despesas com investimentos. Apesar disso, os gastos com o Programa Piloto de Investimentos (PPI), que engloba projetos prioritários, totalizam apenas 19,47% do previsto para o ano. O maior volume de investimentos pagos reduziu o superávit das contas do governo central (Tesouro, INSS e Banco Central) que fechou o mês em R$ 3,55 bilhões, com queda de 43,4% ante agosto de 2006.Só em agosto, o governo desembolsou R$ 2,52 bilhões para investimentos, enquanto no ano foram pagos R$ 11,2 bilhões, uma alta de 35% sobre o mesmo período do ano passado. Até julho, o pagamento acumulado das despesas com investimentos crescia a uma taxa de 23%.Os gastos com o PPI - cujos valores podem ser abatidos da meta de superávit primário das contas do setor público - totalizaram R$ 2,2 bilhões até agosto. O valor está abaixo da meta de R$ 3 bilhões prevista para janeiro a agosto e em menos de 20% dos R$ 11,3 bilhões de investimentos do PPI estabelecidos pelo governo para 2007. Os R$ 11,2 bilhões investidos até o mês passado representam 42,7% do previsto para o ano na programação orçamentária do governo.Para o secretário do Tesouro, Arno Augustin, o crescimento de 35% dos investimentos mostra que já há uma aceleração, que vai aumentar mais nos próximos meses. Segundo ele, o salto dos investimentos é a ''''resposta'''' às críticas de que o governo não estaria conseguindo executar programas previstos. ''''É um resultado muito positivo. Significa que o Brasil está se adequando a um nível de investimento do setor público maior e cumprindo com folga o superávit primário.''''Apesar do aumento dos gastos com investimentos, considerados saudáveis para a economia, a despesa total do governo, incluindo pessoal e custeio, continua crescendo em ritmo maior do que as receitas.Enquanto as despesas do governo central cresceram 13,32%, as receitas avançaram 12,39%. Mesmo com o superávit menor, o saldo acumulado de janeiro a agosto nas contas do governo chegou a R$ 51,33 bilhões, R$ 7,6 bilhões acima dos R$ 43,7 bilhões previstos para o período. O esforço fiscal já se aproxima da meta de R$ 53 bilhões para 2007. Hoje, o Banco Central vai divulgar o resultado das contas totais do setor público, que inclui Estados, municípios e estatais.O secretário destacou que essa folga no superávit vai cair nos próximos meses, com o aumento dos gastos do governo com investimentos. Além disso, nos últimos meses do ano as despesas aumentam com o pagamento de férias e 13º salário dos servidores públicos, aposentados e pensionistas. Augustin disse que o governo continua trabalhando com a expectativa de um superávit em torno da meta.Segundo ele, o crescimento de 35% nos investimentos significa uma forte mudança no perfil da despesa. O secretário rebateu as avaliações de que o governo não consegue avançar nos gastos do PPI. ''''É preciso compreender que o Brasil está projetando investimentos de médio e longo prazos. Isso é o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e as ações do PPI. O importante é que elas estejam ocorrendo e que esse investimento esteja se acelerando.''''

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