Governo acredita que Alca deve sair até julho de 2005

Existe uma aposta otimista no Itamaraty de que é possível terminar o acordo para a formação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca) até julho do ano que vem, disse hoje o chefe da divisão de Alca do Ministério das Relações Exteriores Tovar da Silva Nunes. De acordo com ele, a partir de fevereiro, as negociações devem ser retomadas e, caso sejam reiniciadas a partir do que foi acordado na reunião em Miami em dezembro de 2003, seria possível terminar em cinco meses. "O Itamaraty já tem a minuta pronta do acordo em quatro línguas. Mas não está ainda negociado com os sócios", afirmou. Ele destacou no entanto que "a Alca nunca vai ser algo abrangente mesmo". O diplomata explicou que a assimetria do continente é muito grande, já que os países do Acordo de Livre comércio da América do Norte (nafta) - Estados Unidos, México e Canadá -, representam 86% do PIB das Américas. O Mercosul equivale a 8% do PIB do continente. O chefe da Divisão de Alca também afirmou que o Brasil não vai propor a suspensão das negociações da Alca, "mas (a suspensão) é uma possibilidade". "Não vejo o ano de 2005 acabar sem que haja um entendimento entre Brasil e Estados Unidos, entre Mercosul e Estados Unidos, dentro ou fora da Alca", afirmou o diplomata. África Austral e Índia O Mercosul vai assinar dois acordos comerciais no dia 16 de dezembro durante reunião em Belo Horizonte - um com a União Aduaneira da África Austral e outro com a Índia. O conselheiro-chefe da Divisão de União Européia do Ministério das Relações Exteriores, Ronaldo Costa, informou que o acordo com a Índia contemplará 450 produtos de cada lado, abrangendo no total 30% do comércio bilateral, com reduções tarifárias entre 10% e 100%. No acordo com a União Aduaneira da África Austral, composta por África do Sul, Namíbia, Botswana, Suazilândia e Lesoto, entrarão 1 mil produtos de cada lado. A redução tarifária nesse acordo será em três faixas: de 20%; de 50%; e de 100%.

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