Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

coluna

Fernanda Camargo: O insustentável custo de investir desconhecendo fatores ambientais

Governo adia desbloqueio do Orçamento

Apesar do aumento da arrecadação, opção foi por cautela, já que ainda há riscos fiscais no radar

Adriana Fernandes, O Estado de S.Paulo

15 de março de 2018 | 22h25

BRASÍLIA - O governo federal preferiu a cautela e decidiu não fazer neste momento um desbloqueio de recursos do Orçamento. Apesar da forte arrecadação nos primeiros meses do ano, a Junta de Execução Orçamentária (JEO), colegiado que reúne os ministros da Fazenda, Planejamento e Casa Civil, avaliou nesta quinta-feira, 15, que há muitos riscos fiscais ainda no radar. Foi uma medida preventiva, disse um integrante da equipe econômica.

A expectativa inicial do governo era que havia espaço para uma liberação pequena “bem abaixo” de R$ 10 bilhões, disse outra fonte da equipe econômica. Em fevereiro, o governo bloqueou R$ 16,2 bilhões de despesas. Mas o bloqueio efetivo é de R$ 8 bilhões. O restante corresponde a uma espécie de “reserva” com base na expectativa ainda incerta de privatização da Eletrobrás. No caso de a privatização não ocorrer, o governo já teria bloqueado as despesas para compensar a frustração com a venda, que enfrenta forte resistências no Congresso.

Segundo apurou o Estadão/Broadcast, uma das preocupação é que não se sabe ainda a necessidade de recursos para bancar a intervenção federal no Rio de Janeiro. O governo vai aumentar os recursos para o Ministério da Defesa, mas há também pressão política para uma transferência direta de recursos para o Rio.

Com a explosão do número de refugiados venezuelanos, o governo de Roraima também quer socorro do governo federal para resolver o impasse. O porta-voz é o senador Romero Jucá (MDB-RR), líder do governo no Senado.

++ Governo conta com avanço mais lento de gastos obrigatórios para evitar corte no Orçamento

Com a arrecadação surpreendendo positivamente, o governo queria fazer um desbloqueio das despesas agora já no início do ano. A junta em reunião ontem avaliou as condições para a liberação do Orçamento da União até o fim do mês, quando o governo é obrigado a enviar ao Congresso Nacional o relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas.

A decisão foi esperar mais um pouco para aguardar a evolução das receitas extraordinárias. Nesse caso, poderá ser editado um relatório extemporâneo ou esperar o próximo relatório bimestral em junho.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.