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Governo adia envio da reforma tributária, oposição reage

O governo decidiu adiar o envio dareforma tributária ao Congresso para aguardar a aprovação darenovação da CPMF, anunciou nesta segunda-feira o ministro daFazenda, Guido Mantega, o que na prática deve jogar aapresentação da proposta apenas para 2008. Isso porque a base governista no Senado prevê que oprimeiro turno da emenda da CPMF poderá ser votada entre osdias 11 e 13 de dezembro e o segundo turno, entre 18 e 20 ou,no limite, entre os dias 26 e 28 do mês. A decisão de adiar a reforma fere acordo fechado pelopróprio ministro com parlamentares da base aliada há duassemanas, quando o governo assumiu uma série de compromissos emtroca do apoio pela aprovação da emenda da CPMF. Na ocasião, Mantega anunciou que a reforma tributária seriaencaminhada ao Congresso até o dia 30 deste mês, promessadepois reiterada publicamente pelo presidente Luiz Inácio Lulada Silva. "Nos reunimos hoje com o presidente (Lula) na coordenaçãode governo e chegamos à conclusão de que é melhor adiar aapresentação da reforma tributária para depois da solução daCPMF", afirmou Mantega a jornalistas. "É primeiro tirar uma questão de cena para depois colocaroutra questão", acrescentou. Segundo Mantega, a sugestão do adiamento foi feita porparlamentares da base do governo, que consideraram "inadequado"apresentar um "tema forte e importante" como a reformatributária em meio à tramitação da CPMF. Para o líder dos Democratas no Senado, Agripino Maia (RN),com o adiamento, o governo perderá credibilidade e tambémvotos. "Eu nunca vi um compromisso fechado pelo governo serdesfeito tão rápido, é um recorde", afirmou Agripino ajornalistas. Para o senador, a decisão põe em dúvida os demaiscompromissos assumidos pelo governo, como a concessão deisenção da CPMF a trabalhadores com salários mensais de até2.894 reais e a redução gradual da alíquota do tributo. A líder do PT no Senado, Ideli Salvati (SC), afirmou que osargumentos pró-adiamento da reforma levavam em conta o impactoda possível não-renovação da CPMF sobre as contas do governo. "A reforma tributária com CPMF é uma coisa, sem CPMF éoutra", argumentou. (Por Isabel Versiani, edição de Alexandre Caverni)

REUTERS

26 de novembro de 2007 | 17h40

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