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Governo admite dificuldade de atingir meta fiscal em 2014

Após menor resultado do superávit primário para primeiros semestres na história, BC reconhece necessidade de mais esforços

Laís Alegretti, Victor M. Alves, Agência Estado

31 de julho de 2014 | 13h16

BRASÍLIA - O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, reconheceu nesta quinta-feira, 31, que o governo está mais distante de atingir sua meta fiscal. No primeiro semestre, o superávit primário do setor público foi o menor em 12 anos. Para Maciel, os déficits de maio e junho tornam a obtenção da meta mais distante. 

"Exigirá esforço maior do governo para obtê-la", disse. "Isso não significa que não seja possível alcançá-la. O Tesouro (Nacional) trabalha nesse sentido", completou.

Questionado sobre o que permitirá o cumprimento da meta, Maciel afirmou que se trata de um esforço de execução orçamentária e que a questão deve ser endereçada ao Tesouro Nacional. Perguntado sobre se o Banco Central concorda com a avaliação do secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, de que a atividade econômica será melhor no segundo semestre deste ano, Maciel evitou se comprometer. 

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Isso não significa que não seja possível alcançá-la. O Tesouro (Nacional) trabalha nesse sentido
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"O detalhamento da execução cabe ao Tesouro trazer. Acreditamos em PIB de 1,6% no ano", disse, em referência à projeção divulgada no último Relatório Trimestral de Inflação. 

Queda de receitas. Maciel atribui o resultado fiscal de junho à desaceleração das receitas. Segundo ele, esse comportamento das receitas reflete as desonerações, que estão em R$ 50 bilhões segundo estimativa da Receita Federal. O desempenho das receitas reflete, ainda, moderação da atividade econômica, diz Maciel.   

Do lado das despesas, segundo ele, houve aumento na área de investimentos. Maciel acrescentou que o superávit primário no acumulado do ano ficou abaixo inclusive ao de 2009, época da crise. Sobre a despesa com juros no ano, Maciel avalia que há um crescimento modesto. 

Maciel lembrou ainda que o Banco Central vem mencionando que o fiscal caminha para a neutralidade. "O relevante é o impulso fiscal. Os resultados recentes não têm mudado isso", disse.

Apesar de todas as dificuldade, de acordo com Maciel, a meta fiscal será alcançada. "Não significa que seja impossível alcançá-la", disse. "Dentro dos parâmetros divulgados, o impulso fiscal caminha para neutralidade", defendeu.

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