Governo aguarda testes de aftosa no Paraná para indenizar

O ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, afirmou hoje que o governo federal aguardará o resultado dos laudos que comprovarão ou não os focos de febre aftosa no Paraná para depois liberar os recursos para indenizar os pecuaristas do Mato Grosso do Sul. Ele contou que a medida provisória que prevê a liberação estava "prontinha" para ser assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última sexta-feira, quando surgiram as suspeitas da doença no Paraná."O governo resolveu esperar o resultado dos exames para depois fazer uma única medida provisória", afirmou o ministro. A estimativa era de liberação de R$ 16 milhões para indenizar os pecuaristas do Mato Grosso do Sul. De acordo com o ministro, ainda não foram confirmadas as suspeitas referentes ao Paraná. Ele lembrou que os pecuaristas de São Paulo estão rastreando animais provenientes do Paraná.Alguns animais do Estado foram trazidos para sítios e fazendas de 24 municípios de São Paulo, mas Rodrigues praticamente descartou a possibilidade. "Em São Paulo, (a possibilidade) é zero", disse. Ele explicou que, no Paraná, havia "alguns sintomas". "Em São Paulo, é zero de sintomas", disse. Ele descartou a possibilidade de o vírus estar incubado. "Não há essa hipótese, pois o tempo já teria passado. A duração da incubação já teria passado", completou.Mais recursosRodrigues reafirmou que está negociando com a área econômica do governo para "recuperar" R$ 78 milhões do orçamento original da Secretaria de Defesa Agropecuária. "Esse assunto está andando. Com esse recurso, será possível adotar ações de controle da febre aftosa, da gripe aviária e de outras doenças", disse. Ele não detalhou o valor para cada uma das ações.Ele evitou comentar se a falta de recursos resultou no ressurgimento da febre aftosa no Mato Grosso do Sul, onde foram confirmados dez focos da doença até agora. "Como o gado foi vacinado e todas as ações tomadas, talvez se nós tivéssemos dez vezes mais recursos a aftosa tivesse aparecido do mesmo jeito. Não é apenas a falta de recursos, há outros fatores", disse, sem enumerá-los.Hoje, O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, negou que seu ministério tenha qualquer responsabilidade no surto de aftosa. Segundo ele, o ministério liberou R$ 90 milhões para a área de defesa animal e vegetal e até o momento foram utilizados apenas R$ 50 milhões.

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