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Governo ainda estuda solução para setor elétrico, afirma Braga

Sem caixa, distribuidoras precisam de R$ 2,5 bilhões para pagar dívidas da compra de energia no curto prazo

EDUARDO RODRIGUES, O Estado de S. Paulo

08 de janeiro de 2015 | 15h13

O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, repetiu nesta quinta-feira, 8, que ainda não há uma definição para o socorro às distribuidoras de energia elétrica referente aos meses de novembro e dezembro de 2014 e disse que o governo ainda estuda opções e cenários para fazer uma avaliação da forma correta para se atacar o problema.

"Até o final do dia de hoje, a gente deverá ter algumas providências, mas devemos aguardar um pouco porque não há uma definição. Temos que estabelecer cenários a, b, e c para oferecermos ao governo alternativas", disse Braga. Segundo ele, essa decisão não será tomada apenas pelo MME, mas também pelo Ministério da Fazenda e pela Casa Civil. "A questão precisa ser equacionada ao longo do mês de janeiro".

Há uma expectativa de que o governo recorra mais uma vez a bancos para socorrer o setor. A ideia é de que BNDES, Banco do Brasil e Caixa possam financiar uma terceira parcela de empréstimo às distribuidoras de energia, no valor estimado de R$ 2,5 bilhões. 

O recurso é necessário para que as distribuidoras paguem despesas com a compra de energia no mercado de curto prazo no fim do ano e produzida por usinas térmicas. O gasto de novembro, de R$ 1,6 bilhão, vence na segunda-feira, dia 12 de janeiro. Mas as empresas não têm caixa para pagar. É mais provável que essa data seja adiada, já que é muito pequena a possibilidade de que o empréstimo - se a solução for mesmo empréstimo - seja fechado até a próxima semana. A parcela de dezembro está estimada em R$ 900 milhões e vencerá em fevereiro.

Se aprovado esse eventual terceiro empréstimo, o setor elétrico terá consumido R$ 20,3 bilhões em financiamentos bancários para pagar pela energia no mercado à vista apenas de 2014. A primeira parte do financiamento foi fechada em abril, teve a participação de dez bancos e atingiu R$ 11,2 bilhões. A segunda, firmada em agosto, contou com um consórcio de 13 bancos e somou R$ 6,6 bilhões. A diferença dessa terceira operação é que, agora, apenas os bancos públicos devem financiar o valor.

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