Dida Sampaio/Estadão
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Governo ainda não definiu parcelamento do auxílio emergencial em julho e agosto

Em cerimônia, Guedes, disse que o Planalto cogita distribuir as duas novas parcelas de R$ 600 em quatro etapas; Bolsonaro assinou nesta terça o decreto de prorrogação do auxílio

Julia Lindner, Eduardo Rodrigues e Idiana Tomazelli, O Estado de S.Paulo

30 de junho de 2020 | 17h40

BRASÍLIA – O governo ainda não anunciou, claramente, como pretende fazer o pagamento do auxílio emergencial nos meses de julho e agosto. O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta terça-feira, 30, que o governo, agora, cogita distribuir as duas novas parcelas de R$ 600 do auxílio emergencial em quatro etapas, para garantir renda aos trabalhadores informais durante um cenário de "crise mais extensa" devido à pandemia do novo coronavírus. Antes, o governo havia dito que os repasses seriam feitos em três etapas.

Segundo Guedes, a divisão das parcelas será uma "aterrissagem inteligente". De acordo com ele, a ideia é que no início de agosto sejam pagos R$ 500; outros R$ 100 no final do mês; em setembro, serão depositados mais R$ 300 no início do mês e outros R$ 300 no final. Na prática, as cotas continuam a somar os mesmos R$ 1.200 em dois meses, mas há indefinição sobre a forma de repassar o recurso.

O ministro falou, ainda, que o governo está "fazendo o possível" para lidar com a crise econômica e social gerada pela covid-19, mas admitiu que "evidentemente que saímos do trilho". "O ano de 2020 foi de despesa extraordinária, mas não há problema, os mercados compreendem", justificou.

Guedes também anunciou que a equipe econômica está desenhando "medidas de saída da crise" e que nos próximos três meses vai trabalhar para estimular investimentos e empregos. "Nos próximos dois a três meses, lançaremos medidas de apoio ao emprego", afirmou.

Sem definição

No discurso, Guedes rebateu críticas de que o governo foi omisso no combate à covid-19. "As linhas de ataque ao coronavírus que adotamos envolveram várias iniciativas, a primeira e mais importante foi o auxílio emergencial que estamos prorrogando nesse momento", disse.

No evento realizado no Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro chegou acompanhado dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Depois da divulgação, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, afirmou que o calendário de pagamentos ainda não está definido. O governo avalia, por exemplo, dividir os R$ 1.200 em quatro etapas apenas para aqueles que receberão a quantia por depósito digital. Os que forem sacar o benefício, por sua vez, receberiam o valor como foi feito anteriormente, em duas parcelas. O presidente Jair Bolsonaro assinou hoje o decreto de prorrogação do auxílio emergencial por mais dois meses. 

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