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Governo amplia beneficiados do seguro-desemprego extra

O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, anunciou hoje detalhes da segunda etapa de concessão extra de seguro-desemprego. Segundo ele, o universo potencial dos beneficiários estimado pelo ministério é de 73.360 pessoas no grupo de trabalhadores que ficaram desempregados em janeiro, sem justa causa. O valor previsto para o pagamento de parcelas adicionais, já que haverá prolongamento do benefício do seguro-desemprego em até dois meses, é de R$ 89,374 milhões.

CÉLIA FROUFE, Agencia Estado

21 de maio de 2009 | 12h35

Em função da demanda, o Ministério do Trabalho chegou à conclusão da necessidade também de ampliação de 103.707 trabalhadores que receberão o seguro-desemprego após terem sido demitidos em dezembro do ano passado para 143.140 trabalhadores. O valor estimado para o pagamento de parcelas adicionais passou de R$ 126,346 milhões para R$ 174,387 milhões. "No total de dezembro e janeiro beneficiamos 216,5 mil trabalhadores, com um total de R$ 263,76 milhões."

A medida anunciada hoje pelo ministro será enviada ao Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat). O ministro informou que esta será a etapa final do prolongamento do benefício já que, segundo ele, em janeiro foi a última vez em que houve resultado negativo no saldo entre empregados e desempregados do mercado formal de trabalho, de acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do governo federal. "Em fevereiro, o resultado já foi positivo e continuará positivo até o fim do ano".

Crédito

O ministro informou também que levará à reunião do Codefat, na próxima semana, dois novos "programas fortes de crédito" visando a geração de emprego. O primeiro, segundo ele, prevê uma linha de financiamento no valor de R$ 100 milhões para renovação da frota de motocicletas, especificamente para aquelas que são utilizadas para o trabalho. A outra linha terá valor de R$ 200 milhões e deverá ser direcionada para capital de giro e investimentos na área de turismo, como agências, operadoras, hotéis e empresas de transporte, entre outras.

O detalhamento desses programas somente será anunciado após a aprovação do Codefat, segundo o ministro. Ele já adiantou, porém, que os empréstimos serão feitos por meio do Banco do Brasil e/ou da Caixa Econômica Federal, e será cobrada a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) mais uma taxa de juros a ser definida. "Estamos trabalhando para termos a taxa mais baixa do mercado", afirmou. Ele disse ainda que outras linhas de crédito para incentivar o emprego estarão a caminho, mas só serão conhecidas nas reuniões seguintes do Codefat.

IBGE

A taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do País, medida pelo IBGE, deverá encerrar 2009 entre 8% e 8,5%, estimou hoje Lupi. "O Brasil vai gerar 1 milhão de empregos este ano e a economia surpreenderá a todos", afirmou. Segundo ele, a ligeira redução da taxa de desemprego de 9% em março para 8,9% em abril está "no caminho natural". "Estou ousando ao afirmar essas teses. Em dezembro, disse que o emprego ia crescer este ano e, agora, está realmente aumentando. Vamos tirar a dúvida no fim de 2009".

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