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Governo amplia seguro-desemprego e descarta reduzir salários

Ministro explica que ampliação valerá apenas para setores comprometidos com medidas para enfrentar crise

Gerusa Marques, da Agência Estado,

11 de fevereiro de 2009 | 12h32

O limite máximo do seguro-desemprego deve ser ampliado de cinco para sete parcelas. A confirmação foi feita nesta quarta-feira, 11, pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Segundo ele, o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) deve aprovar a medida na reunião de hoje. O ministro negou, no entanto, que o governo esteja estudando fechar um acordo com empresários que permita a redução de salários, como forma de contornar os efeitos da crise financeira internacional. "Não há possibilidade de ter redução de salário nenhuma", afirmou o ministro, em entrevista coletiva.   Ele admitiu, porém, que está trabalhando uma proposta de seguro ao emprego que será apresentada, possivelmente ainda hoje, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.   Veja também: As medidas do emprego De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise    Segundo ele quando há redução de salário há também uma redução na circulação do dinheiro no mercado interno. "O principal foco do governo é não ter perda de poder aquisitivo pelo trabalhador", disse o ministro, afirmando que ainda estão sendo avaliadas formas de compensação para a redução de jornada de trabalho.   Lupi explicou que a ampliação do seguro-desemprego valerá apenas para alguns setores comprometidos com medidas para enfrentar a crise financeira internacional. A siderurgia, segundo o ministro, é um desses setores. Ele informou que até o final do mês o ministério vai definir os setores que serão contemplados com a medida.   A parcela do seguro-desemprego varia de R$ 465,00 a R$ 870,01. A média é de R$ 595,20. A parcela é calculada com base no salário do emprego mais recente.   Lupi admitiu que, se houver um agravamento da crise, o governo poderá aumentar o número de parcelas para dez e disse que essa medida viria por medida provisória (MP).   Recuperação   Antecipou, no entanto, que o índice de desemprego em janeiro deverá ser inferior ao de dezembro. Segundo Lupi, alguns setores da economia já mostram recuperação, como o da construção civil, o de serviços e agricultura nos Estados da Região Sul e em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás.   "A minha previsão de que em março teremos dados positivos começa a ser confirmar", disse o ministro, admitindo que janeiro ainda registrará números negativos.   Texto atualizado às 13h50

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