Governo analisa recolocar aço na lista de exceções, diz Jorge

Aumento substantivo do preço doméstico do aço faz governo avaliar possibilidade de desonerar o produto

Leonardo Goy, da Agência Estado,

24 de setembro de 2009 | 11h35

O ministro do Desenvolvimento,Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, disse nesta quinta-feira, 24, que o governo analisa a possibilidade de recolocar o aço na lista de exceções para ter isenção de Imposto de Importação (II). Segundo ele, essa possibilidade decorre do fato de que o governo vem sendo informado pelas indústrias do aumento substantivo do preço doméstico do aço. "O que me surpreendeu é que o aumento foi logo depois que o aço saiu da lista de exceção e permitiu a importação com alíquota zero. Não significa que vai voltar, mas é algo a se pensar", disse Miguel Jorge, acrescentando que o assunto está sob análise.

 

Ao chegar à Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, para uma audiência sobre a crise financeira global, Mercosul e novos mercados, Miguel Jorge disse que o governo vem recebendo muitas reclamações sobre os aumentos do aço, que variam de 10% a 12%. "E são aumentos muitos próximos", destacou.

 

Com relação a retomada gradual do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na venda de veículos novos, o ministro afirmou que o primeiro ajuste, programado para 6 de outubro, está mantido. "Vamos acompanhar o que ocorre no processo e agiremos conforme a necessidade", afirmou. Miguel Jorge também comemorou a elevação do grau de investimento do Brasil pela agência de avaliação de risco Moody's. "A agência comprovou o que todo mundo já dizia", disse Jorge, acrescentando que com isso o Brasil deverá atrair mais investimentos.

 

Sem falar em metas para 2010, Miguel Jorge disse que com a recuperação da economia global já é possível esperar que em 2010 as exportações brasileiras possam repetir "o resultado extraordinário de 2008".

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