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Governo anuncia ampliação do seguro-desemprego na terça

Demitidos nos setores atingidos pela crise financeira poderão receber até sete parcelas do benefício

Agência Estado,

19 de março de 2009 | 11h40

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, anuncia na próxima terça-feira, 24, a ampliação do seguro-desemprego do número máximo de cinco para até sete parcelas no caso dos demitidos nos setores mais atingidos pela crise econômica. A base para definir as áreas mais afetadas é uma radiografia feita pelo ministério, considerando a média de dispensas de janeiro a março.

 

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"Temos de ter responsabilidade, pois é dinheiro público, de todos os trabalhadores. Não podemos distribuir (dinheiro) como se fosse programa de televisão", afirmou Lupi, em entrevista nesta manhã à "Rádio Eldorado". Na quarta, o ministro disse que, entre os segmentos mais abalados por dispensas, devem estar os da indústria transformadora e os voltados para a exportação, mencionando o de extração mineral, o de veículos e a Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer), de São José dos Campos (SP). Hoje o ministro comanda reunião do Conselho Curador do FGTS.

 

Lupi reiterou, na entrevista, que o Brasil voltará a crescer com força, após divulgar o resultado positivo do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que apontou resultado positivo no emprego de 9.179 postos de trabalho com carteira assinada em fevereiro. De acordo com o ministro, "o Caged não é pesquisa, é número vindo das empresas, que são obrigadas a apresentar o balanço de demissão e contratação".

 

"A construção civil, por exemplo, foi positiva em fevereiro, mas contrata muito mais em março por causa da sazonalidade do setor. Além disso, com o aumento do salário mínimo (que foi reajustado de 415 para 465 reais), que começou a ser recebido pelo trabalhador no fim de fevereiro e começo de março, você coloca muito mais recursos na economia e o mercado interno fica muito aquecido", disse.

 

Lupi declarou também que a indústria ainda demite - enquanto o setor de serviços contrata - porque é o segmento que mais demora a empregar. Segundo o ministro, as medidas tomadas para ajudar o crédito surtiram efeito na área automotiva, na qual as vendas aumentaram. Nesse segmento, explica, os fabricantes de ônibus, caminhões e máquinas agrícolas são os que mais levam tempo para se recuperar. Mas, segundo Lupi, a maior dificuldade hoje é o segmento exportador, sobretudo de minério e alimentos.

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