Governo anuncia corte de R$ 8,2 bi no Orçamento de 2008

Corte é para garantir o aumento da meta de superávit primário e o reajuste dos benefícios do Bolsa-Família

Agência Estado e Reuters,

25 de junho de 2008 | 16h24

O governo anunciou nesta quarta-feira, 25, que fará um corte de R$ 8,2 bilhões nas despesas previstas no Orçamento da União deste ano para garantir o aumento da meta de superávit primário e o reajuste dos benefícios do programa Bolsa-Família. Grande parte do ajuste, no entanto, será para viabilizar os recursos que serão destinados ao Fundo Soberano do Brasil (FSB), que terá um valor de R$ 14,2 bilhões, equivalente a 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Do total de R$ 8,2 bilhões, R$ 7,6 bilhões serão direcionados à composição do FSB.  Veja também:Entenda o que é o Orçamento Entenda o que é fundo soberano Um em cada quatro brasileiros recebe o benefício  Governo cortará R$ 7,6 bi em despesas para fundo soberanoBernardo diz que reajuste do Bolsa-Família será de 7%, e não 8%Em ano eleitoral, Lula reajusta Bolsa-Família acima da inflaçãoA meta de superávit foi elevada em de 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB) para 4,3%, o que representa um aumento nominal de R$ 14,2 bilhões. De acordo com comunicado divulgado pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, do corte de R$ 8,2 bilhões em despesas, R$ 7,6 bilhões garantirão parte do aumento da meta de superávit. O valor restante virá das receitas, que de acordo com o governo, devem ser elevadas em R$ 6,6 bilhões.   O corte adicional de R$ 5,2 bilhões nas despesas obrigatórias será feito da seguinte forma: pessoal e encargos sociais, R$ 500 milhões; subsídios e subvenções econômicas, R$ 1,7 bilhões; financiamento do FDA/FDNE (Fundo de Desenvolvimento da Amazônia e Fundo de Desenvolvimento do Nordeste), R$ 800 milhões; e diminuição de pagamentos de créditos extraordinários, R$ 2,2 bilhões. Já o corte de R$ 3 bilhões nas despesas discricionárias do Poder Executivo será feito, segundo o documento do ministério, por um corte não-linear, da seguinte forma: redução de transferências voluntárias, R$ 500 milhões; ajustes pontuais na programação, R$ 2,4 bilhões; redução das despesas com passagens e diárias, R$ 107,1 milhões; e redução de despesas com propaganda e publicidade, R$ 23,3 milhões.(Reportagem de Isabel Versiani e texto de Renato Andrade, da Reuters, e Adriana Fernandes, da Agência Estado)  Texto ampliado às 17h09

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