Governo anunciará meta mais agressiva para exportações

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Luiz Fernando Furlan, informou hoje que anunciará na semana que vem uma revisão da meta de exportações para este ano. "Será uma meta mais agressiva, um número mais agressivo", disse depois de participar de um café da manhã com investidores, promovido pela Câmara de Comércio Brasil/EUA. Segundo ele, tudo indica que a meta já ajustada de US$ 112 bilhões para as exportações este ano será atingida ainda esta semana. Também as projeções das vendas ao exterior para 2006 serão revistas para cima. A meta atual é de US$ 120 bi para o próximo ano. Hoje, o governo anunciou que o saldo da balança comercial na quarta semana de setembro registrou um superávit de US$ 858 milhões. Furlan ressaltou que não tem uma preocupação com o superávit comercial, mas sim com o aumento do comércio internacional do Brasil. Ele estima que a participação do comércio exterior no PIB brasileiro deverá atingir 30% em 2006. "Estamos trabalhando para ter uma economia mais aberta", disse. Em relação às importações, o ministro disse que, mesmo com o dólar no nível atual, as importações de produtos de consumo correspondem a 11% do total importado. "O perfil das nossas importações está muito saudável. O dólar mais barato ajuda também, por outro lado, as cadeias produtivas com a importação de insumos, máquinas e equipamentos", afirmou. Cenário político não altera investimentos Furlan enfatizou durante a palestra feita a investidores estrangeiros de que há no momento no Brasil uma maturidade da democracia. "Diferentemente de outros momentos, o País está reagindo de uma forma tranqüila a questões de cunho político. A economia real continua funcionando e como indicadores muito positivos", disse. Furlan explicou que após reunião do Conselho do BNDES, na última quinta-feira, tomou conhecimento de dados que mostram que os projetos de investimentos continuam fluindo e que há intenções de investimentos cerca de 20% acima do registrado no ano passado.

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