Governo anunciará 'Paczinho' de R$ 980 milhões a municípios

Ministro diz que linha do BNDES servirá para compra de máquinas, abertura de estradas e construção de açudes

Leonencio Nossa, da Agência Estado,

09 de fevereiro de 2009 | 16h57

O ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, informou nesta segunda-feira, 9, que o governo apresentará amanhã, no Encontro Nacional com Novos Prefeitos e Prefeitas, em Brasília, um pacote de medidas que inclui, além da repactuação das dívidas dos municípios: 1) uma linha de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) às prefeituras, no valor de R$ 980 milhões; 2) uma medida provisória (MP) para regularização fundiária na Amazônia Legal; e 3) um projeto de uma lei para obrigar prefeitos, governadores e presidente da República a montarem gabinetes de transição. Veja também:De olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise Em entrevista coletiva no Palácio do Planalto, Múcio qualificou as medidas de "PACzinho dos municípios", em uma referência ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O encontro deve reunir cerca de 3.500 prefeitos e, segundo Múcio, "mais de 600 primeiras-damas e primeiros-damos (sic)". O ministro informou que a organização da reunião custará à União R$ 243 mil. Acrescentou que os R$ 980 milhões do BNDES para as prefeituras fazem parte do Programa Pró Via e serão empregados pelos municípios na compra de máquinas, abertura de estradas e construção de açudes. A MP sobre regularização fundiária na Amazônia Legal atenderá, segundo Múcio, a uma reivindicação dos prefeitos da região. De acordo com decisão anunciada recentemente pelo presidente Lula, essa regularização fundiária ficará a cargo do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e não da Secretaria Especial de Assuntos Estratégicos, comandada pelo ministro Mangabeira Unger. Múcio explicou que o projeto de lei sobre transição exige que os chefes dos Executivos municipais, estaduais e federal criem gabinetes de transição e apresentem aos sucessores relatórios com informações orçamentárias e financeiras.

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