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Governo aposta em medidas que estimulem produção

Idéia é priorizar setores intensivos em mão-de-obra para tentar minimizar o número de demissões

Fabio Graner, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

08 de dezembro de 2008 | 00h00

O governo acredita que pode evitar um cenário de forte contração nos postos de trabalho no ano que vem. A partir da combinação de investimentos mais fortes no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)com medidas pontuais de estímulo focadas em setores de cadeia produtiva longa e intensivos em mão-de-obra, a equipe econômica acredita que pode sustentar um ritmo de atividade que evite um cenário muito negativo para o emprego, informou uma fonte do governo.O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse na sexta-feira que nesta semana poderá anunciar medidas de estímulo ao setor produtivo. O cardápio de opções contém desde medidas para estimular mais o crédito, especialmente para setores com mais dificuldades como automóveis e construção - que já foram de algum forma contemplados -, até desonerações tributárias. Durante encontro com Mantega na sexta-feira, empresários paulistas deram ênfase à necessidade de se cortar tributos para estimular o setor produtivo e evitar demissões.O governo avalia que o primeiro trimestre de 2009 será o mais difícil do ponto de vista da atividade econômica e do emprego e, por isso, tenta atuar não só do lado real, mas também nas expectativas dos agentes econômicos. Não à toa, o ministro Mantega insiste no discurso de que o País crescerá 4% em 2009, mesmo que no governo cresça o grupo dos que trabalham com projeções mais próximas de 3% a 3,5%. A equipe econômica acredita que, diante da queda na relação entre dívida e Produto Interno Bruto (PIB) para menos de 40% e um superávit primário acima da meta, terá espaço fiscal suficiente para acelerar investimentos e contribuir para a geração de empregos, especialmente em setores intensivos em mão-de-obra, como a construção civil. "O governo vai atuar. Há uma tempestade lá fora e é fato que todo mundo vai se molhar, mas isso não quer dizer que vamos pegar uma pneumonia", disse uma fonte. "Temos uma boa condição física e armamento pesado para não deixar a peteca cair."

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