Governo argentino autoriza aumento de energia após 5 anos

O presidente Néstor Kirchner autorizou o aumento de 15% nas tarifas de energia elétrica, congeladas desde 2002, por causa da crise econômica. Mas os aumentos serão somente para as indústrias e comércios, excluindo os consumidores residenciais, conforme acordo fechado entre o governo e as duas principais distribuidoras de energia, Edenor e Edesur. Pelo acordo, as companhias se comprometem a realizar investimentos para ampliar o fornecimento de energia e a pagar em parcelas as multas que devem ao organismo controlador do setor.Por outro lado, o acordo também exige que as empresas retirem dos organismos internacionais as denúncias contra a Argentina pela quebra de contrato e congelamento das tarifas. Edesur e Edenor já tinham assinado um convênio com o governo para o aumento das tarifas em junho e setembro de 2005, respectivamente, os quais deveriam ter entrado em vigor a partir de novembro do ano mencionado. No entanto, Kirchner postergou a entrada em vigor do acordo até esta segunda-feira, quando o mesmo foi publicado pelo Diário Oficial.Todas as tarifas públicas da Argentina encontram-se congeladas desde janeiro de 2002, quando o país suspendeu pagamento da sua dívida, a conversibilidade terminou e o peso foi desvalorizado. Na ocasião, o então presidente Eduardo Duhalde congelou as tarifas para evitar uma disparada da inflação. Todos os contratos com as concessionárias de serviços públicos vêm sendo avaliados pelo governo Kirchner desde que assumiu o poder, em maio de 2003.

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