Governo argentino investiga saques do "corralito"

O governo do presidente Eduardo Duhalde está investigando as pessoas que conseguiram sacar recursos durante o "corralito" em volumes considerados elevados. O governo tem dúvidas sobre os processos judiciais que permitiram esses saques, segundo o gabinete da presidência, Alfredo Atanasof, em entrevista aos correspondentes estrangeiros na Argentina. Ele disse que a receita federal argentina está investigando casos, por exemplo, de pessoas que recebem 700 mil pesos por ano e sacaram do corralito mais de US$ 1 milhão. Por isso, segundo o chefe de gabinete, o presidente Duhalde editou o decreto que suspende por 120 dias as decisões judiciais contra o corralito. Ele acredita que desta vez a Justiça dará aval ao governo. Sobre o acordo com o FMI, o chefe de gabinete disse que as negociações estão avançadas e "muito bem encaminhadas". "Estamos bem e logo teremos o acordo fechado", afirmou, sem querer arriscar uma data, como já ocorreu anteriormente e o acordo não saiu. Atanasof disse ainda que os indicadores econômicos da Argentina têm melhorado e que isso faz o governo pensar que o pior da crise já passou. "Nos últimos três meses tivemos crescimento da indústria, sendo que nos dois últimos dois meses a arrecadação foi maior e dá sinais de que se estabilizou. Além disso continuamos tendo superávit comercial e o câmbio é favorável para muitos setores. O único problema hoje, e a nossa maior preocupação, é o sistema financeiro", disse. DesempregoAtanasof revelou à Agência Estado que a taxa de desemprego ficará entre entre 21% e 22%. "Esse índice é menor do que se vem falando por aí", disse, acrescentando que a medição foi feita no considerado pior momento da história argentina, que foi o intervalo de outubro de 2001 a maio deste ano.

Agencia Estado,

25 de julho de 2002 | 10h57

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