Paulo Whitaker/Reuters
Paulo Whitaker/Reuters

Governo autoriza participação estrangeira de 100% no capital da XP

Na semana passada, a XP Investimentos protocolou pedido de registro para realizar a oferta

Cynthia Decloedt, O Estado de S.Paulo

20 de novembro de 2019 | 12h29

O governo divulgou nesta quarta-feira, 20, autorização para a participação de até 100% de estrangeiro no capital da XP Investimentos e do Banco XP, de forma direta ou indireta. A XP prepara-se para estrear na bolsa norte-americana Nasdaq, por meio da oferta de ações (IPO na sigla em inglês), o que deve ocorrer ainda em dezembro. Na semana passada, a XP Investimentos protocolou pedido de registro para realizar a oferta.

O prospecto preliminar mostra que a oferta será primária, com a venda de novas ações injetando recursos no caixa da companhia, e secundária, com a venda de ações já existentes. Na secundária, devem vender ações os sócios controladores da XP, assim como os fundos de private equity General Atlantic e Dynamo. O Itaú Unibanco, que é sócio minoritário da corretora, não venderá ações.

A XP Investimentos protocolou na sexta-feira, 15, pedido de registro para realizar sua oferta inicial de ações  na Secutities and Exchange Commission (SEC, órgão regulador do mercado de capitais americano), que deverá ter o preço definido na segunda semana de dezembro. A companhia confirmou que a oferta será realizada na Nasdaq, bolsa americana conhecida por abrigar empresas de tecnologia.

No documento, a XP aponta que suas ações serão divididas em duas classes, sendo que os detentores das ações da “classe B” terão 10 vezes mais votos do que os que tiverem as ações “classe A”. Essa estrutura é denominada no mercado como uma ação “super ordinária” e tem sido utilizada nos IPOs de empresas de tecnologia. Esse modelo, contudo, não é permitido pela legislação brasileira. Assim, no IPO serão vendidas apenas as ações da “classe A”.

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