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Governo avalia criar autoridade para supervisionar montadoras

Casa Branca trabalha um pacote que iria providenciar cerca de US$ 15 bi em financiamento a montadoras

Fabiana Holtz, da Agência Estado

07 de dezembro de 2008 | 20h57

As negociações sobre o plano de resgate  do governo norte-americano para as três grandes montadoras de Detroit desaceleraram ao longo do final de semana, visto que o Congresso e a Casa Branca ainda discutem a criação de uma "autoridade federal", que iria supervisionar uma reestruturação do setor. Um ponto em discussão é quem iria indicar a autoridade supervisora: o presidente George W. Bush ou o presidente eleito Barack Obama.  Veja Também: Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise   No momento, a Casa Branca e os principais parlamentares democratas estão trabalhando em um pacote que iria providenciar cerca de US$ 15 bilhões em financiamento de curto prazo para as montadoras - o suficiente para que sigam abertas até março.  Enquanto isso, o senador democrata Chris Dodd, presidente do Comitê de Bancos do Senado, declarou que as montadoras deveriam ter de substituir seus principais executivos em troca de um plano de resgate de longo prazo.  Os líderes do partido democrata querem uma solução até no máximo terça-feira, na expectativa de evitar um colapso de uma ou mais companhias que representam uma grande parte da base manufatureira dos EUA.  Obama sugeriu que iria apoiar tal plano, contanto que ele seja acompanhado de condições para "manter as montadoras abertas enquanto são feitas as mudanças que são necessárias" para sua sobrevivência no longo prazo, de acordo com a Associated Press. Em entrevista à NBC, no programa "Meet the Press", o presidente eleito também indicou que não acredita que a falência é um caminho aceitável para qualquer uma das companhias.  A Casa Branca está propondo a criação de um "consultor de viabilidade financeira", que iria ter autorização de imediato para negociar planos para a retomada da estabilidade econômica de cada uma das montadoras. O consultor iria ser autorizado a aprovar financiamentos de longo prazo.  Líderes da bancada Democrata tem esperança de que o acordo será aprovado pelos republicanos do Congresso, seguindo para aprovação da Câmara e do Senado na próxima semana. A idéia por detrás de um financiamento de curto prazo é manter as três principais montadoras do país em operação enquanto continuam as negociações políticas sobre uma ajuda de longo prazo e a reestruturação enquanto os Democratas aguardam para assumir o controle do Congresso e da Casa Branca. Uma demora na discussão de questões mais fundamentais também iria garantir que Obama terá uma voz ativa no futuro da indústria.  Enquanto as vendas de veículos despencam, a General Motors (GM), Ford Motor e a Chrysler tem buscado US$ 34 bilhões em empréstimos do governo. A GM e a Chrysler dizem precisar de mais dinheiro ainda este ano para evitar o colapso. As informações são da Dow Jones.

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