Governo avalia novos leilões, mas evita exportação de arroz

Segundo presidente da Conab, serão realizados novos leilões se primeiro for insuficiente para regular mercado

Gustavo Porto, da Agência Estado,

29 de abril de 2008 | 17h22

O presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Wagner Rossi, disse, nesta terça-feira, 29, que o governo poderá fazer novos leilões do estoque público de arroz, que é de 1,4 milhão de toneladas, se a operação de venda de 55 mil toneladas da próxima segunda-feira for insuficiente para regular o mercado. "A decisão é sentir o mercado e tivemos notícia que o arroz deixou de subir. Se necessário, faremos novos leilões, mas não para que o produtor receba abaixo do custo, pois queremos os preços sigam remuneradores e o plantio seja incentivado no ano que vem", disse Rossi. Veja também:Especial: Entenda a crise dos alimentos   O preço mínimo do leilão do governo será de R$ 28 a saca, abaixo do custo estimado em R$ 26 a saca. "Não podemos, depois de quatro anos com o preço do arroz abaixo do custo, querer derrubá-lo, pois seria desonesto e contra o mercado. Mas temos estoques para garantir que o consumidor brasileiro seja alvo de especulação", ratificou o presidente da Conab, que participou, há pouco, do anúncio da primeira estimativa da safra de cana-de-açúcar 2008 da estatal ligada ao Ministério da Agricultura, feito durante a Agrishow, em Ribeirão Preto (SP). Rossi disse ainda que o governo não descarta a exportação dos estoques de arroz públicos, mas que a cautela impede a operação no momento. "Não está descartada a exportação, mas o que o ministro (da Agricultura Reinhold Stephanes) fez foi ser cauteloso e correto: não exportar agora o estoque público de arroz", avaliou Rossi. O presidente da Conab disse que não existe crise de alimentos no Brasil, que o País, exceto no caso do trigo, tem produção acima do consumo e que a política de manutenção de estoques públicos "mínimos, reguladores e estratégicos" será mantida. "A política pública de estoques antes era baseada no físico. Hoje o governo tem mecanismos como Pepro e PEP para incentivar o produtor a colocar no mercado o produto sem estocagem, porque é caro", concluiu Rossi.

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