Governo avalia que protestos começaram fracos, mas teme tumultos no fim do dia

Atos marcados em São Paulo e Brasília são monitorados mais de perto; mesmo com esvaziamento pela manhã, Planalto segue em alerta

Vera Rosa, O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2017 | 14h01

BRASÍLIA - A greve geral convocada para esta sexta-feira pelas centrais sindicais começou com menos adesão do que o previsto pelo Palácio do Planalto, mas o monitoramento do governo ainda indica que tumultos podem ocorrer no período da tarde, principalmente em São Paulo e em Brasília. O ministro da Justiça, Osmar Serraglio, avaliou que os piquetes vistos pela manhã demonstraram que a greve não estava tendo sucesso.

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A avaliação inicial do Planalto é de que as manifestações não tiveram grande impacto no período da manhã e ficaram concentradas em grandes centros urbanos, como São Paulo, onde houve paralisação do transporte público. Mesmo com o esvaziamento da greve no período da manhã, porém, o governo continua em estado de alerta máximo. Em Brasília, a Força Nacional de Segurança está de prontidão no entorno do Planalto e na Esplanada dos Ministérios.

A cúpula do governo foi informada de que pode haver radicalização do movimento no fim do dia, em locais de concentração, como pontos de ônibus e aeroportos, além de novas barricadas e bloqueios nas estradas. Em Brasília, há preocupação com atos violentos na Esplanada e com a presença de black blocs infiltrados em manifestações. Tanto o Planalto como o Congresso estão protegidos por grades.

Os protestos desta sexta-feira foram convocados contra as reformas da Previdência e da legislação trabalhista. O receio do Planalto é de que as manifestações ressuscitem uma onda de "Fora Temer" e prejudiquem a votação das reformas no Congresso, especialmente a da Previdência, que enfrenta dificuldades.

Até agora, o governo não tem os 308 votos necessários para a aprovação da proposta na Câmara, em primeiro turno. Até mesmo deputados da base aliada resistem em apoiar as mudanças no regime de aposentadoria, com medo de não conseguirem se reeleger, em 2018.

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