Gabriela Biló/ Estadão
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Governo avalia soluções para lidar com o aumento do petróleo, diz Bolsonaro

O presidente disse ter exposto sua visão sobre o assunto, mas não adiantou nenhuma medida e sinalizou que não deve haver intervenção

Anne Warth e Julia Lindner, O Estado de S.Paulo

06 de janeiro de 2020 | 18h31

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda, 6, que o governo avalia soluções para lidar com o aumento da cotação do petróleo e seus impactos no preço dos combustíveis no País. Segundo ele, o aumento do preço do combustível não deve atrapalhar a retomada do crescimento da economia brasileira.

Bolsonaro se reuniu com o ministro Bento Albuquerque, o presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco e o diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone, na sede do Ministério de Minas e Energia (MME), onde Bolsonaro disse ter exposto sua visão sobre o assunto, mas não adiantou nenhuma medida e sinalizou que não deve haver intervenção. O presidente deixou claro que os governadores podem ajudar a reduzir o preço do combustível caso aceitem alterar o ICMS incidente sobre o item, mas reconheceu que projetos de lei que imponham um teto na alíquota desse imposto tem pouca chance de prosperar no Congresso. Além disso, defendeu que o ICMS incida sobre o preço nas refinarias, e não sobre aquele praticado pelas distribuidoras.

“Todos sabemos os problemas que os governadores têm”, disse Bolsonaro, em referência às dificuldades de caixa dos Estados. Ele reconheceu ainda que qualquer aumento a gasolina e no diesel traz impactos para a inflação e para os fretes dos caminhoneiros, mas disse que isso não deve atrapalhar a retomada do crescimento econômico. Segundo ele, se não houver crescimento em 2020, a economia retoma o patamar de dois ou três anos atrás, e, nesse cenário, “o futuro todos sabem qual será”.

Sobre o gás, Bolsonaro disse que ele também está alto, mas afirmou que apenas o aumento da oferta pode resultar em queda nos preços. Ele citou como exemplo a renegociação da compra de gás que vem da Bolívia e as recentes descobertas em Vaca Muerta, na Argentina e disse que ainda é preciso aumentar a rede de gasodutos no País. Para ele, os consumidores devem perceber redução nos preços no fim de seu governo, “talvez até 2022”.

Na noite da quinta-feira, 2, um ataque norte-americano nas proximidades do aeroporto de Bagdá, no Iraque, matou o general iraniano Qassem Soleimani. O governo do Irã prometeu retaliação e, em meio à escalada da tensão, o preço do barril do petróleo teve forte alta na semana passada. Irã e Iraque estão entre os maiores produtores do mundo.

De acordo com Bolsonaro, os preços caíram desde a alta inicial. Na opinião do presidente, o impacto do ataque no mercado de petróleo não foi grande.

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