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Governo avaliará tabela progressiva para reajuste do IR, diz Levy

Negociações entre o Planalto e o Legislativo caminham para uma fórmula com correção progressiva; o ministro não deu detalhes do escalonamento das correções em cada faixa de contribuição

Agência Estado e Reuters

10 de março de 2015 | 11h25

(Texto atualizado às 12h40)

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse nesta terça-feira que o governo vai estudar uma possibilidade de se chegar a um ajuste de até 6,5% para a faixa de menor renda na tabela do Imposto de Renda. Segundo ele, o consenso é dar um ajuste mais significativo para as faixas de menor renda, para que os tetos tenham um aumento um pouco maior do que o pensado inicialmente.

O ministro se reuniu com o presidente do Senado, Renan Calheiros, nesta terça-feira, para chegar a uma solução em relação ao ajuste do Imposto de Renda. Levy disse acreditar que o governo e o Congresso encontraram "um encaminhamento" para o assunto.

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A ideia da proposta é que seja conferida uma correção maior na tabela para as faixas salariais mais baixas. Para quem ganha mais, o reajuste seria aquele defendido originalmente pela equipe econômica, de 4,5%, que é o centro da meta de inflação. "O conceito é de dar um ajuste mais significativo para as faixas de menor renda, de tal forma que os tetos dessas faixas tenham um aumento um pouco maior do que aquele vinha sendo pensado originalmente, de 4,5%", disse o ministro.

Questionado, o ministro diz que o governo vai se esforçar para tentar um reajuste de 6,5% para as faixas de menor renda, mas não deu detalhes do escalonamento das correções em cada uma das faixas de contribuições.

Amanhã, o Congresso Nacional deve se reunir para analisar um veto de Dilma que barrou o reajuste linear da tabela de 6,5%. Desde ontem a noite o governo corre contra o tempo para encontrar uma alternativa e evitar uma nova derrota política no legislativo. Isso porque, além da correção dotada ser maior do que a defendida pelo governo, o projeto é de autoria da oposição. 

O governo vinha defendendo uma correção linear da tabela de 4,5%, mas a avaliação no Palácio do Planalto é que uma flexibilização é necessária para evitar uma derrota. Contornar a derrota é fundamental para Dilma em um momento de conflagração de sua base de apoio no Congresso e diante da necessidade de promover um ajuste fiscal.

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