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Governo boliviano acusa petrolíferas de boicote ao país

O governo da Bolívia acusou as empresas petrolíferas de não investirem em seu país e de boicotarem o aumento da produção de gás para atender aos mercados externos. O vice-presidente Álvaro García Linera admitiu ontem que as companhias não estão investindo desde o decreto de nacionalização dos hidrocarbonetos, baixado em maio de 2006. "As petroleiras se defenderam deixando de investir", afirmou durante a entrevista concedida à rádio Fides, segundo o jornal La Razón, de La Paz.Sobre a nacionalização dos hidrocarbonetos, Linera disse: "Demos um golpe nas petrolíferas; demos uma paulada, e elas se ressentiram: nos boicotaram em alguns casos, nos estorvaram em outros, não nos ajudaram em outros casos e nos ameaçaram".Porém, o vice-presidente disse que "não estamos arrependidos porque foi boa a decisão de tirar das petrolíferas a maior quantidade de lucros para que fiquem no país". As declarações de Linera foram realizadas no contexto de seu anúncio, durante a entrevista, de que a Bolívia vai ter de renegociar com a Argentina os prazos e os volumes para a venda de gás natural, porque o país não tem condições de fornecer o fluído dentro do estabelecido pelo contrato firmado entre ambos em outubro de 2006.O contrato entre a Argentina e a Bolívia prevê que a YPFB envie gás durante 20 anos para o mercado argentino, com volumes gradualmente reajustados: 7,7 milhões de metros cúbicos diários (m³/dia) de gás a partir de 2008; 16 milhões m³/dia nos dois anos seguintes, 2009 e 2010, quando se prevê que esteja construído o Gasoduto Nordeste Argentino, e a partir dessa data chegar ao volume máximo de 27,7 milhões de m³ até 2026, quando vencerá o atual contrato.O gasoduto se encontra em fase de licitação e a extensão de seus 1.500 quilômetros passarão pelas províncias argentinas de Salta, Formosa, Chaco, Misiones, Corrientes e Entre Ríos.

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