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Governo boliviano admite possibilidade de indenizar Petrobras

O governo boliviano já admite a possibilidade de indenizar a Petrobras pelas duas refinarias de sua propriedade no país. Em entrevista nesta terça-feira à CBN carioca, o senador Antonio Peredo, do partido MAL (Movimiento Al Socialismo) - o mesmo do presidente Evo Morales) - declarou que algumas informações a respeito da nacionalização das refinarias foram distorcidas. "Não houve nacionalização (das refinarias). O que o governo boliviano quer é comprar as refinarias da Petrobras pelo mesmo preço que a empresa pagou por elas anteriormente", disse.O senador ainda refutou a possibilidade de a situação com a Petrobras ser levada à arbitragem internacional. "Confiamos que isso será resolvido amistosamente. Nós queremos que os árbitros internacionais nem entrem no acordo", disse, lembrando que além do relacionamento amistoso com a Petrobras, o governo boliviano também espera manter as "relações cordiais com o governo brasileiro, seja quem for o novo presidente eleito".Ainda na entrevista, Peredo classificou o ato de 1º de maio como sendo "simbólico". "O governo boliviano deu um prazo de seis meses ainda no ano passado para que todas as empresas se adequassem à nova lei de hidrocarbonetos que previa a retomada da propriedade das reservas de gás no país. Não houve interesse de nenhuma empresa a fazer este ajuste no período. O ato de 1º de maio foi um ato simbólico, para estabelecer as novas regras e garantir que as empresas, entre elas a Petrobras continuassem trabalhando sem nenhuma dificuldade. De maneira que não há um ato inamistoso, mas um ato de presença do estado boliviano em todos cantos do país. Não se trata de outra coisa, porque a Petrobras não foi expulsa de nenhum lugar onde estava trabalhando", concluiu.

Agencia Estado,

10 de outubro de 2006 | 15h33

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