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Governo brasileiro capta US$3,5 bi em bônus para 2045, paga maior taxa em 5 anos

O Tesouro Nacional precificou nesta quarta-feira uma emissão externa de 3,5 bilhões de dólares com bônus vencendo em 2045, pagando rendimento ao investidor de 5,131 por cento ao ano, a maior taxa em cinco anos.

PATRÍCIA DUARTE E GUILLERMO PARRA-BERNAL E LUCIANA OTONI, REUTERS

23 de julho de 2014 | 20h17

Os papéis têm spread de 187,5 pontos-base sobre Treasuries dos Estados Unidos, o maior desde julho de 2009 para títulos de 30 anos, quando o Global 2037 teve spread de 195 pontos-base.

O Global 2045 saiu a 97,992 por cento do valor de face. Com isso, a taxa de retorno superou os 4,694 por cento ao ano do Global 2041 reaberto em novembro de 2011.

A emissão pode ser estendida em até 50 milhões de dólares no mercado asiático.

O resultado final da operação deve ser divulgado na quinta-feira, incluindo a operação de recompra de títulos com vencimentos entre 2024 e 2041, semelhante à feita no final de 2013, para melhorar a curva de juros dos papéis do país.

Uma fonte a par do assunto informou que, do montante total, 1,5 bilhão de dólares foi uma captação líquida que entra no caixa do Tesouro em 1º de agosto. Os 2 bilhões restantes serão usados para recompra de papéis.

Pela manhã, o Tesouro Nacional informou que o objetivo da operação era melhorar a eficiência da curva em dólares.

"(A operação) cria um novo ponto na curva e troca papéis que já não são tão referência assim", disse uma fonte.

Atualmente, há no mercado 11,9 bilhões de dólares em títulos vencendo em 2024, 2025, 2027, 2030, 2034, 2037 e 2041.

Em outubro passado, o Tesouro fez uma operação semelhante, recomprando o equivalente a 2,192 bilhões de dólares em bônus emitidos com vencimentos entre 2017 e 2030, usando parte dos novos bônus emitidos como forma de pagamento.

Ao todo, naquele momento o país emitiu 3,25 bilhões de dólares em novo bônus com vencimento em janeiro de 2025.

O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, já havia afirmado que o governo analisada lançar bônus em dólares com prazo mais longo, de 30 anos, e que uma emissão de títulos em iene continuava em perspectiva.

Segundo uma fonte que pediu anonimato, apesar de a emissão em iene não ter sido concretizada ainda, ela não saiu do radar.

Os mandatários desta emissão foram Deutsche Bank, Itaú BBA e Bank of America Merrill Lynch.

A última vez incursão do governo no mercado internacional foi em março, com a emissão de 1 bilhão de euros em novo bônus com vencimento em 1º de abril de 2021.

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