Dida Sampaio/Estadao
Dida Sampaio/Estadao

Governo brasileiro negocia investimento da Petrobrás em leilão em Israel

Nos últimos anos, Petrobrás encolheu sua presença no exterior para concentrar atividades no mercado interno

Fernanda Nunes, Com Reuters

31 de março de 2019 | 19h42

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, se encontrou neste domingo, 31, com o seu homólogo israelense, Yuval Steinitz. Durante o encontro, trataram de uma possível participação da Petrobrás no segundo leilão de gás natural e exploração de óleo em duas áreas licitadas pelo país, informou o MME, em nota oficial. Segundo o ministério brasileiro, esse é o segundo encontro dos dois. O primeiro aconteceu nos Estados Unidos, neste mês, durante o evento Cera Week 2019.

“Ficou acordado que a Petrobrás, que está entre as maiores companhias de energia do mundo ... tomará parte no processo de exploração de petróleo e gás em Israel”, disse Steinitz à Army Radio.

Um número de grandes descobertas de gás offshore em águas de Israel e do Mediterrâneo oriental na última década colocou Israel no mapa para grandes empresas de energia.

Israel está leiloando 19 novos blocos offshore a empresas de petróleo e gás. Um leilão anterior gerou propostas de apenas dois grupos de companhias, e o ministro de Energia afirmou esperar maior competição desta vez, uma vez que as condições melhoraram. A Exxon Mobil Corp, em uma grande mudança de sua política, também está considerando participar do leilão.

Além da concorrência, os ministros discutiram hoje a assinatura de três protocolos de cooperação: um na área de exploração de óleo e gás em águas profundas; outro relativo à regulação, envolvendo a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP); e outro relativo à cibersegurança, voltada para o setor de energia.

Procurada, a Petrobrás informou que não irá comentar a informação do MME de que pode participar de leilão em Israel. Nos últimos anos, a Petrobrás encolheu sua presença no exterior para concentrar no mercado interno, principalmente no pré-sal, que é o foco do seu plano estratégico. Para ter recursos para investir na região, a empresa tem se desfeito de ativos em outras áreas no Brasil.

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