Governo britânico forçará empresas a simplificar tarifas de energia

A Grã-Bretanha pretende obrigar as empresas de energia a limitarem a quantidade de tarifas de gás e eletricidade, para garantir que os consumidores possam optar pelo plano mais vantajoso.

KAROLIN SCHA, Reuters

20 de novembro de 2012 | 17h55

A partir de agora, as empresas terão de oferecer apenas dois planos, um com tarifa fixa e outro com tarifa variável, além de eliminar os descontos para usuários que recebam gás e eletricidade de um só fornecedor e os descontos conforme o método de pagamento.

No mês passado, o primeiro-ministro David Cameron prometeu adotar leis para obrigar as companhias energéticas a oferecerem a mais baixa tarifa possível aos consumidores, uma promessa que na época foi considerada inviável pela oposição.

"Quem paga as tarifas não terá mais de enfrentar a escolha impossível entre centenas de tarifas", disse o secretário de Energia do governo britânico, Edward Davey. "Cada consumidor terá um máximo de quatro tarifas de gás ou eletricidade por fornecedor para considerar."

Para Cameron, a questão se tornou uma prioridade política. Os britânicos veem os crescentes gastos energéticos como a maior ameaça ao seu padrão de vida no próximo ano, segundo pesquisa do instituto YouGov divulgada em outubro. Além disso, a inflação deste ano no Reino Unido deve subir mais por causa de recentes altas de preços do gás e da eletricidade.

"É preciso continuar pesquisando, mas no momento todos (os fornecedores) parecem estar aumentando (os preços)) - não há muita diferença entre eles", disse Suzanne Shawcross, 53 anos, que vive em Londres.

O governo já tem estimulado os consumidores a trocarem frequentemente seu fornecedor de energia para garantir a menor tarifa, mas muitos consideram o processo confuso e cansativo.

"Toda essa troca não é tão simples quanto dizem. É uma terrível perda de tempo ir para a internet e obter as cifras para comparar", disse a professora aposentada Jennifer Pulham, de 76 anos.

As novas regras anunciadas na terça-feira devem entrar em vigor até meados de 2014, e estão sujeitas a um período de consultas.

O governo disse que suas propostas chegaram a um equilíbrio entre envolver os consumidores no mercado energético e manter os incentivos para a competição entre os fornecedores.

No entanto, alguns especialistas manifestam a preocupação de que reduzir a quantidade de tarifas disponíveis irá atrapalhar a concorrência, ao invés de estimulá-la, e impedirá os consumidores de pesquisarem mais.

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