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Governo britânico quer novos bancos atuando no varejo

O secretário do Tesouro do Reino Unido, Alistair Darling, disse que o governo deu início a um processo para reconstruir o sistema bancário do país. "Gostaria que tivéssemos pelo menos três grandes instituições entrando no mercado nos próximos anos", afirmou em entrevista ao Politics Show da BBC. Circulam informações na mídia que há planos para a criação de três novos bancos a partir de ativos vendidos pelas instituições Royal Bank of Scotland (RBS), o Lloyds Banking e o Northern Rock, que receberam ajuda do governo.

CYNTHIA DECLOEDT, Agencia Estado

01 de novembro de 2009 | 13h50

Darling não deu detalhes, mas afirmou que as novas instituições poderiam ser algumas das quais já estão no sistema bancário, "e outros podem decidir ser algo em que queiram entrar". Analistas têm dito que empresas pequenas de serviços financeiros, incluindo a Tesco Bank e o Virgin Money podem fazer uma oferta pelos ativos que devem ser vendidos. O Virgin Money, parte do grupo Virgin de Richard Branson, pediu ao Financial Services Authority (FSA) autorização para se transformar em banco, segundo informou a instituição no dia 23 de outubro.

Darling afirmou hoje que o governo está em posição para a venda de partes lucrativas do Northern Rock, com uma data limite de três a quatro anos, referindo-se à aprovação recebida da União Europeia. "Venderei apenas quando as condições estiverem corretas e quando recebermos nosso dinheiro de volta", disse Darling.

O RBS e o Lloyds, por sua vez, terão de vender alguns ativos, mas Darling não especificou quais. "O que realmente se quer é um desinvestimento realmente substancial, talvez de agências ou talvez de instituições em particular que ambos possuam, para que fiquem disponíveis para outros participantes", disse Darling. Lloyds e RBS negociam com o Tesouro britânico e com a União Europeia ajuda estatal e adesão a regras de competição.

O Lloyds, que tem 43% de participação do governo britânico, está em conversações com as autoridades sobre um plano para escapar do dispendioso programa de proteção de ativos, o qual pode incluir aumento de capital por meio de emissão de direitos e uso de um novo instrumento chamado contingenciamento de capital.

O programa de proteção de ativos foi desenvolvido para isolar os ativos ruins dos bancos e o Lloyds concordou em participar do programa, pagando por isso uma tarifa e aceitando uma ampla participação do governo na instituição. Pelos termos originais, o governo garantiria cerca de 260 bilhões dos ativos em risco do Lloyds mediante o pagamento de uma tarifa de 15,6 bilhões de libras esterlinas, pagas com a emissão de ações sem direito a voto. O banco também seria responsável por um primeiro prejuízo de 25 bilhões de libras.

A União Europeia, por sua vez, quer ter certeza de que os bancos que receberam ajuda estatal, como o Lloyds e o RBS, não tenham vantagem competitiva em relação aos que permaneceram independentes. As informações são da Dow Jones.

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