Governo busca atenuar alta alta excessiva do câmbio

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, defende que a desvalorização do real ante o dólar seja "bastante gradual" para que os agentes econômicos se adaptem aos poucos à mudança desse preço. "Estamos pensando em atenuar a elevação do câmbio, que foi excessiva", declarou nesta segunda-feira, 26, em almoço do Grupo de Líderes Empresariais (Lide), em São Paulo.

RICARDO LEOPOLDO E FRANCISCO CARLOS DE ASSIS, Agencia Estado

26 de agosto de 2013 | 15h05

"A elevação do câmbio pode trazer problemas para todo mundo", destacou Mantega. "O investidor não sabe se vai ganhar ou perder entrando com o dólar em R$ 2,30", afirmou. Nas últimas semanas, com persistente pressão altista, a cotação da moeda norte-americana chegou a superar R$ 2,40.

Para Mantega, a Bolsa de Valores brasileira se descolou das Bolsas norte-americanas e que as flutuações internas foram positivas. "O nosso PL (Patrimônio Líquido) está barato, mas temos segurança." Ainda conforme o ministro, os bancos e as empresas brasileiras estão recuperando a rentabilidade.

O ministro reconheceu que houve perda de confiança do empresário na economia brasileira, com ênfase no primeiro e segundo trimestres, por causa das manifestações, mas que agora a confiança está sendo restaurada. A retomada da confiança, na visão dele, trará de volta a disposição pra investir.

Como contrapartida aos investimentos, Mantega disse que o governo está interessado em oferecer uma taxa de retorno interessante. "O retorno será determinado pelo mercado", disse o ministro. "Eu sou ministro e digo que o governo quer melhorar a rentabilidade para os investimentos", emendou.

Ainda de acordo com ele, a economia brasileira está crescendo. "A média do PIB é boa, sinal de estamos crescendo. Há um movimento de modernização das empresas, o que vai aumentar a produtividade", explicou.

Mantega admitiu que há uma defasagem na infraestrutura brasileira a ser melhorada. Essa defasagem, frisou, será reduzida com o programa de concessões. "O nosso programa de concessões vai ter sucesso", disse. "Se algum investidor achar que tem alguma regra torta (no programa de concessões) pode vir falar comigo", disse o ministro.

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