Governo central dobra economia para pagar juros

As contas do governo central, que incluem o Tesouro Nacional, o Banco Central e a Previdência Social (INSS), tiveram em fevereiro um superávit primário - receitas menos despesas, sem incluir o pagamento dos juros - de R$ 3,313 bilhões. Em janeiro deste ano, o saldo primário havia sido de R$ 11,826 bilhões. Com isso, o resultado acumulado no primeiro bimestre de 2007 é positivo em R$ 15,139 bilhões, o equivalente a 3,94% do Produto Interno Bruto (PIB). O valor é quase o dobro do economizado nos dois primeiros meses do ano passado (R$ 7,595 bilhões).No resultado do mês passado, o Tesouro Nacional contribuiu com superávit primário de R$ 6,127 bilhões, a Previdência Social teve déficit de R$ 2,795 bilhões e o Banco Central também registrou déficit de R$ 18,8 milhões.O comportamento das receitas, que mostraram crescimento bem mais forte do que o das despesas, foi responsável pelo fato de o superávit primário do governo central ter praticamente dobrado em relação a igual período do ano passado.De acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira, 29, pelo Tesouro, as receitas cresceram 13,2%, totalizando nos dois primeiros meses do ano, R$ 95,242 bilhões, ante R$ 84,133 bilhões no primeiro bimestre de 2006. Por outro lado, as despesas tiveram crescimento de apenas 3,7%, passando de R$ 60,829 bilhões no primeiro bimestre de 2006 para R$ 63,077 bilhões nos dois primeiros meses deste ano."O comportamento menos dinâmico das despesas no início deste exercício explica boa parte da melhora obtida", diz a nota do Tesouro. Os dados mostram que os gastos com benefícios subiram 6,4% no início deste ano, em comparação com o início de 2006. As despesas com pessoal, na mesma comparação, subiram 5,3%. As despesas de custeio e capital, que incluem os investimentos, caíram 2,1%.

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