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Governo central já supera meta de superávit do setor público

O Governo Central (Tesouro Nacional, Banco Central e a Previdência Social) sozinho já superou em mais de R$ 3 bilhões a meta de superávit primário ? arrecadação do governo menos os gastos com as autarquias municipais, estaduais, federal e as empresas estatais ? fixada para todo o setor público no primeiro trimestre de 2004.De acordo com os dados divulgados hoje pelo Tesouro, o Governo Central acumulou nos primeiros três meses do ano um superávit primário em suas contas de R$ 17,597 bilhões, o equivalente a 4,63% do Produto Interno Bruto (PIB).As metas fiscais, definidas pelo governo e incluídas no acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), determinam que o setor público consolidado precisaria fazer neste período um superávit mínimo de R$ 14,5 bilhões, ou seja, mesmo sem contar com os resultados dos Estados, municípios e empresas estatais das três esferas de poder, o Governo Central já acumulou, sozinho, R$ 3,097 bilhões a mais do que o necessário para o cumprimento da meta trimestral do setor público como um todo. Na avaliação do secretário do Tesouro, Joaquim Levy, o comportamento das receitas e o ritmo da execução orçamentária são os determinantes para esse resultado. "É uma combinação desses fatores", disse ele, enfatizando que os ministérios tiveram neste primeiro trimestre praticamente o mesmo ritmo de gastos registrados no início de 2003.Recuperação das estataisA expectativa do secretário do Tesouro Nacional é a de uma recuperação dos resultados primários das empresas estatais. Em fevereiro, esses números chegaram a causar uma certa apreensão entre os analistas que acompanham as contas públicas.Os dados do setor público consolidado serão divulgados pelo Banco Central nesta sexta-feira. Levy disse não compartilhar da visão expressa por algumas instituições financeiras que questionaram, ao longo da semana passada, a qualidade do ajuste fiscal deste ano. "Estamos no caminho do cumprimento das metas. As despesas não apresentam surpresas e a execução orçamentária está dentro do previsto. Não acho que praticamos uma política de ajuste de baixa qualidade", defendeu.

Agencia Estado,

20 de abril de 2004 | 17h22

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