Governo Central praticamente já garantiu meta fiscal do ano

O governo central praticamente garantiu com o resultado de setembro o cumprimento da meta de superávit primário estabelecido na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para todo o ano de 2002. Além disso, o superávit primário de R$ 6,598 bilhões registrado no mês passado pelo Tesouro Nacional, Banco Central e INSS (que compõem o que se chama de Governo Central) é um bom indicativo de que o setor público consolidado irá cumprir, com folga, a meta de superávit estabelecida no último acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), para o período de janeiro a setembro de 2002.Nos nove primeiros meses deste ano, o governo central acumulou um superávit primário em suas contas de R$ 29,968 bilhões. De acordo com a LDO, o governo central teria que atingir este ano uma meta de R$ 30,7 bilhões. "Com o resultado de setembro, o governo central praticamente atingiu a meta para o ano", salientou o secretário do Tesouro, Eduardo Guardia, que classificou como "excepcional" o resultado apurado. O superávit de setembro foi o segundo maior já registrado pelos técnicos do Tesouro desde 1997, quando foi iniciada a série histórica de levantamento de resultados primários do governo central. O melhor resultado da história foi o superávit de R$ 6,609 bilhões registrados em abril de 2001. O superávit do mês passado foi o melhor resultado registrado até agora em 2002.Garantia de uma certa tranquilidadeOs R$ 6,598 bilhões apurados pelo governo central em setembro também garantem uma certa tranquilidade ao governo em relação ao cumprimento da meta de superávit estabelecida pelo FMI para os primeiros nove meses deste ano para o setor público consolidado como um todo. Pelo acordo, neste período a União, os Estados, os municípios e as empresas estatais destas três esferas terão que, juntas, acumular um superávit primário em suas contas de R$ 41 bilhões. Até agosto, esse resultado estava em R$ 37,358 bilhões.Mantida a tendência de resultados primários positivos por todas as esferas, o governo conseguirá cumprir, com folga, a meta estabelecida com o FMI, já que somente o resultado do governo central registrado em setembro supera a diferença entre a meta estabelecida e o superávit acumulado até agosto. "Não tenho preocupação com relação ao cumprimento de metas este ano, aliás, nunca tive", afirmou Guardia.

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