Governo central registra superávit de R$ 6,141 bi em outubro

O governo central, formado por Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, registrou um superávit primário (arrecadação menos despesas exceto pagamento de juros) de R$ 6,141 bilhões em outubro, acumulando no ano um saldo positivo de R$ 58,371 bilhões. O resultado do ano representa 3,67% do PIB, porcentual bem acima da meta de 2,38% do PIB estabelecida para este ano. O indicador ficou acima da mediana das previsões dos analistas consultados pela Agência Estado, de R$ 3,5 bilhões e mais perto do teto do intervalo, entre R$ 2,413 bilhões e R$ 6,5 bilhões. Em setembro, o governo central fez um superávit primário de R$ 3,124 bilhões. Em valores absolutos, o superávit primário acumulado em 2005 já está R$ 12 bilhões além da economia esperada para este ano. Segundo os dados divulgados hoje pelo Tesouro, de janeiro a outubro de 2004, o superávit havia sido de R$ 50,374 bilhões, que equivalia a 3,49% do PIB. Em relação ao resultado de outubro, o Tesouro Nacional contribuiu com o superávit de R$ 9,304 bilhões, enquanto que a Previdência Social registrou um déficit de R$ 3,137 bilhões e o Banco Central teve um resultado negativo de R$ 25,8 milhões. No documento divulgado pelo Tesouro, há um destaque para o aumento da arrecadação bruta de tributos federais em outubro, R$ 4,1 bilhões acima do registrado em setembro. As despesas cresceram R$ 1,6 bilhão. Resultados melhores Mesmo com o superávit primário do governo central até outubro muito acima da meta de 2,38% do PIB estabelecida para este ano, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse que o governo "continua mirando" este número. Em relação à meta de superávit do setor público como um todo, Bernardo insinuou que ficará acima dos 4,25% por conta de um número melhor das contas de Estados e municípios. Bernardo evitou admitir que o resultado fiscal do governo central este ano será superior à meta estipulada. "Estamos trabalhando para executar todos os programas até 31 de dezembro", disse Bernardo. Mas nas entrelinhas o ministro deixou escapar que será difícil efetuar os gastos necessários para se cumprir a meta. Segundo ele, o governo prepara uma estratégia para não deixar que as obras iniciadas neste fim de ano não fiquem paralisadas no início do ano que vem. "O que não der para executar este ano, vamos trabalhar para que já entrem em janeiro e fevereiro sendo executadas", declarou.

Agencia Estado,

25 Novembro 2005 | 16h06

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